Friday, September 28, 2007

Preciso de muito.

Saúde deles. Saúde minha. Saudade. Solidariedade. Doce. Amor recíproco. Carinho. Cuidado. Café. Companhia. Almoço com amigos. Almoço com família. Preciso de Rosa. De sorrisos. Do meu carro funcionando. Da Dri me ligando de Paris, me trazendo boas novas. Visitas inusitadas. Cinema sem pipoca. Estrelas vistas da minha cama. Meu edredon mesmo no verão. Roupas novas todos os dias. Preciso de linha, agulhas, alfinetes e tecidos moderninhos. Linho. Toalhas brancas. Descongestionante nasal. Música nova para dançar. Conversas atípicas com papai. Saladinha. Vovó Edna esquecendo-se do mundo. Preciso de todo mundo ao mesmo tempo. Contatos. Tormentos. Problemas seus para resolver e esquecer-me dos meus. Desculpas. Perdões. Sexo. Cheirinho de confort. Bolinho de arroz do Ritz ou da mamãe. Aliás, preciso de mamãe animada me enfeitando para sempre. Mojitos. Jantares com Luis Felipe (meu amigo psiquiatra). Análises na mesa de bar. Sapatos coloridos. Laços para cintura e cabelo. Livros. Lili me ajudando a ter raciocínio linear. Andar pelo centro. Sonhos alheios. Piscina. Corrida. Arte. Pão de queijo. Amigos gays de madrugada me chamando de “fofa”. Desenhos no corpo. Seu piano ocupando minha sala. Preciso de Internet para viver. Rapidez. Competência. Metas. Desafios para tardes tranqüilas. Preciso saber quando começa a minha TPM e quando termina. Preciso casulo. Arrepio. Ócio aos domingos de sol. Ácido humor. Uma mesa para quatro. Ipod. Neosaldina. Verdades. Frutinhas. Solidão. Ouvir seu silêncio. Fugir. Buscar-te e ver te escapando de mim. Preciso do dia. Às vezes só quero a noite. Priscilla e Moisés me fazendo companhia. Papéis. Tinta. Bico de pena. Dignidade. Amor próprio em tempo integral. Saciedade sentir. Cheiro de gasolina. Pneus novos. Fotos novas. Tecnologia. Obras aqui por dentro. Preciso de um tempo para nós. Um sofá confortável para chegar mais gente. Informações precisas. Preciso de um téco de cinismo seu emprestado. Ironia. Pensamentos melhores para o futuro. Dinheiro. Preciso saber tirar férias. Parar quando as coisas já não fazem sentido. Comer menos fritura. Reciclar todo o lixo. Chorar toda vez que der vontade. Fazer novos amigos. Preciso estudar. Ler de tudo. Ver de tudo. Sentir de tudo. Chegar ao extremo. Voltar. Gritar se preciso. Pintar as unhas de laranja. Usar protetor solar mesmo em dias nublados. Maíra desequilibrando-nos. Mais pessoas vivendo no meu mundo prático. De flores vivas no apartamento. Esgotamento. Vivência. Preciso querer. Pedir. Agradecer. Resolver com antecedência. Duvidar da sua má vontade. Insistir em você. Persistir. Cansar. Desistir. Implorar pra te ver. Invadir seu apartamento. Lamentos. Um chá para dois. Ser inconseqüente. Rezar. Pecar. Amar alguém daqui um tempo. Ou amanhã. Ou depois de amanhã. Ou não. Gente gentil por perto. Preciso de dias diferentes todos os dias. Obediência. Sabedoria. Paciência. Generosidade. Bem estar comigo mesma. Sucrilhos. Continuidade. Palavras sinceras. Uma caneta bic sempre por perto. Boas idéias. Vender. Poesias. Um livro de cabeceira. Blush para ficar com carinha saudável. Coca-cola desintoxicando-me. Revistas de moda. Folha pela manhã. Celular. Espelho de vez enquando. Fósforo. Energia. Novas receitas para testar no meu velho fogão. Curiosidade aguçada. Inventividade atormentada. Tags. Links. MSN. Um bom banho. Uma boa cama. Bons travesseiros. Festas de arromba. Discos de vinil rodando na minha vitrola vermelha. Matadores de pernilongos. Papel higiênico neve. Comida árabe. Trabalho. Equilíbrio. Crianças. Você me fazendo rir. Polaramine. Calminex. Band-aid. Bolinhos de chuva. Chuva num dia de preguiça. Um dia de preguiça por ano. Água com e sem gás. Plástico bolha para aliviar a tensão. Brincos de pérolas. Um mar para ver. Areia para construir castelos instáveis. Presentes de corpo e alma. Fé sua. Falta minha. Diversões instantâneas. Ritmo. Fuga. Figa. Que fique aqui comigo.

Wednesday, September 26, 2007

Nada, nada e nada.

2.000 metros nadando pra lá e pra cá divididos assim:

500 m – assuntos profissionais
500 m – pendências familiares
350 m – amigos
350 m – organizando o roteiro do que vai ser o dia
200 m – finanças
100 m – para assuntos do coração

Muitos dos meus problemas,
resolvo debaixo d’água em 40 minutos.

Monday, September 24, 2007

Sunday, September 23, 2007

Maré baixa transborda um corpo meio vazio.

Olhos iguais ao horizonte do mar, rasos d’água salgada.
Ríspido respinga a lágrima.
E o sol, sal seca.
Transformando tudo em livros de areia.
Em palavrinhas ao vento.

A solidão experimentada pela primeira vez aos vinte e oito.
Antes evitada.
Evitando a si mesma.
Porque foi mais fácil viver assim.
Enchendo-se de nada e ninguéns.

Momentaneamente, ele não lhe serve, nem lhe faz muita falta.
Não correria este risco.
Escolheu seus vazios a dedo.
Tocando as texturas do que hoje é nada.
Pêlos.
Restaram coisinhas tolas.

Ela não se reconhece.
Mas procura a conexão em banda larga.
Porém, nada mais a toca. Não há som algum.
Em cada esquina padrão.
Transita.
Querências.
Nos cinemas que prefere ir bem desacompanhada.

Sabe que uma mulher como ela
não pode viver só de pão de queijo.
Nem da cerveja sem jantar,
seguida de oito cafezinhos puros com adoçante.
Cinco gotas. Um mojito para viagem.
Bem maquiada pra não desmaiar e
sorrindo porque alertaram, esta é sua vingança.
Tem facilidade para verbalizar os sentidos.
Dificuldades para respirar.
Portando, trava-se aí a primeira batalha.
Falar e respirar. Respirar e falar.
Contra também a ansiedade. Acelerada por nada.
Faz restar o nada, as dúvidas e por que a pressa?

Achava que não tinha problemas com rejeição.
Este sentimento de todos, qualquer um.
Mas tem! Sentiu envergonhadamente. Percebeu dias atrás.
Que ama sucrilhos com leite, danoninho e toddynho.
Pequenos prazeres.
Tem a estranha mania de falar tudo no diminutivo.
Diminuindo coisas grandes. Inclusive emoções.
Deixando tudo do seu tamanhinho.
Ao seu alcance.
Na altura de suas mãos,
na largura de seus passos atrasados.
Tem se perguntado, onde estava que
não ouviu aquela música na adolescência?
O que lia que não aquele livro?
Por onde andava que não naquela rua?
Tem se enchido de dúvidas e telefonemas mudos.
De mensagens que vão e não precisam de respostas.
Que se perdem como ela.
Tem se lotado de informações
que geram ainda mais dúvidas.
Para que servem?
Tem querido ser querida, mas sem querer, querer ninguém.
Vale?

Olhar o horizonte do mar.
Lembrar da canção de ninar que mamãe cantava para ela.
Do um pequenino grão de areia,
sonhador que se apaixona por uma
estrela e vive uma história de amor.
Acha lindo.
Desacredita.
Faz os olhos transbordarem.
Do sol, saldo vazio, da ansiedade de ninguéns.
Algumas dúvidas apressadas,
dos poucos pequenos prazeres no diminutivo,
um livro de areia de palavrinhas ao vento,
do grão um sonho ou pesadelo.
Toda história de amor tem final feliz?

Então não era amor.

Friday, September 14, 2007

Nada demais. Era só TPM.



Uma pena.
Mas agradeço a mágoa.
Nada em especial com alguém tão especial.
Precisa de espaço.
E tempo. Mais tempo.
Não precisa de palavras delicadas.
Definitivamente nem as identifica.
Há mais.
Há sentir.
Sim.
Sente-se.
Só.
Não quero ter que te ensinar...