Wednesday, July 30, 2008

Destreza.

Estranhamente ela preferiu ficar em casa ouvindo discos
e desenhando ao invés de sair para dançar com as amigas.
Estranhamente ela preferiu desfrutar de uma fruta
ao invés de colher um bombom com recheio artificial de morango.

É um convite!

Tuesday, July 29, 2008

Dos meus desejos que estarão à venda no Bazar.zão.













Bazar.zão começa neste sábado.
Aqui na Ball´s da Galeria Ouro Fino.

horário de atendimento:
das 10 as 20h

Meu mais novo vício. Bom.
















Ali.

Monday, July 28, 2008

Abre lá!

Onde?
Amanhã!
Na Vermelho!

Tipo incrível!

bolinha branca













_A Luiza é má com uma raquete na mão!
_Ah, eu tinha que ser cruel em alguma coisa, né?!

[pensamento do dia: que coisa mais
idiota ser malvada no ping-pong]

Comeu um saco de sal.

Sunday, July 27, 2008

Ele sabe tudo o que dizer à ela.
















Enquanto o melhor dos amigos e das companhias comia um mini beirut,
ela divagava sobre o simples ato de existir.
Existir assim, como mulher, aos quase vinte e nove achando,
sinceramente que tem tido certa dificuldade em viver.
Ele com toda calma explica-a (não pela primeira vez)
que é preciso calma. É quase uma lógica CALMA!
E que na opinião dele,
que ela leva muito em consideração;
o melhor a se fazer no caso específico é retirar-se.
_Sabe Lu, porque nessas horas normalmente falamos besteira.
Consentiu com os olhos.
Transparências.
Mais um chopp.
Uma piscada com o olho esquerdo.
E a certeza de que o importante são as pessoas que se mantém por perto...

Friday, July 25, 2008

E o Contardo Calligaris escreveu para ela no jornal de quinta.











Questionando-a assim:
...
Quantas vezes, para nos protegermos,
sacrificamos um princípio que é para nós essencial,
algo sem o qual, no fundo, não somos mais aquele
“nós” que queríamos proteger?
Quantas vezes os atos com os quais pensamos
nos preservar destroem nosso âmago
talvez mais do que o perigo contra o qual reagimos?
Os exemplos estão na história de cada um.
São as covardias das quais somos capazes em nome de
uma necessidade de defesa ou de preservação.
É melhor sermos derrotados,
perdermos o emprego, perdermos um amor ou,
então, “ganharmos a parada” com um gesto que nos extravia,
que nos torna, aos nossos próprios olhos,
indignos do amor que queríamos resguardar e
conservar ou do poder que queríamos manter ou conquistar?


Hummm...
Desculpe, mas quanto aos princípios,
amor, ética, respeito; existe
tranqüilidade no peito dela.

Não foi por isso que dormiu mal.
Mal não! Pouco.
É que sonhou com cisne.
O cisne do sal sabe?
Porque descobriu ontem
(passava das onze)
que nos últimos meses construiu um mundinho
próprio feito de lágrimas.
Mas que, como toda água evapora,
logo desse mundo não restará nada.

Só um punhado de sal com o qual fará um castelo.

[E foi também na noite de ontem que deu início a yoga
com um professor de sessenta e quatro que de cara
e olhos nos olhos, disse-lhe:
Luiza o mundo é uma grande comunidade,
podemos vê-lo como uma grande família.
Onde temos que conviver bem com todos,
mas não com qualquer um. Hah! Filha da mãe! rs.
Ela o agradeceu com um sorriso]

Thursday, July 24, 2008

Ela escreveu sobre a tarde de quarta.

Não é ela.
Mas ela.

[extrato de camomila]
















Ganhou na saída do cinema uma
pequena amostra de sabonete íntimo.
Isso faz tempo...
Deixou-o esquecido por entre as outras
coisas esquecidas na cômoda
que pertencia a sua avó!
Sua avó que tem Alzheimer.

Na terça a noite não resistiu ao ler
na embalagem as propriedades
fitoterápicas existentes naquele envelopinho.

Passou-o no rosto.
Hummm...
Fez espuma e cheirinho.

Saiu para jantar com os amigos
com cara de xoxota calma.

Wednesday, July 23, 2008

Da carta escrita por ele.

E de repente ela entendeu o trecho que dizia:
"...meu amor será para sempre
descuidado e imprudente por você".

Monday, July 21, 2008

Ex.vazia-me?

















Ela está com preguiça de todos.
Mas não desiste de adoçar
a curta vida dele como pode.

Um suspiro por um suspiro!

Você me deve um doce, bem doce.
Com arrepio.

Respiro.
Ouço Beirut.
Recordo do nosso gosto.
Sinto por entre as pernas um cheiro nosso.
E no rosto demonstro que ainda estou cheia de ti.

Friday, July 18, 2008

Cada um adoça a vida como pode...












E o bem estar durou pouco mais que dois dias.
Bastou ela recolher as ligações dele no final de domingo.
Eram cinco. Talvez.
Amáveis e altamente abaláveis.
Doces instantes não atendidos,
graça ao filme chato em cartaz no IG Cine.
Como pode?
Não deve, mais pode.

[descontrole]

Ela vai ao cinema de pijama e trench-coat.
Deixa as pantufas pra lá.
Calça o tênis de sempre e atravessa na faixa.
Nada de atividades arriscadas no momento.

Assim a semana iniciou-se:

Havia um encontro previamente agendado para o meio dela.
Que ela poderia desistir. Não faria.
Ou ainda, não avisar e não ir. Jamais ousaria.
Ela poderia tudo.
Estaria no controle.
Como diz no seu mais novo mantra
que repete frente ao espelho
do banheiro enquanto a água
escorre e os dentes escova:

“Estou no controle!
Estou no controle!
Estoy en el control.”

Sorriu solto e era segunda.

sorriso01. Quando observou o rosto de sua
costureira manchado de tinta para cabelo.
Fazia uns riscos, bem no meio da testa...
Foi inevitável o riso!

sorriso02. Quando atendeu um moço que
tentou explicar-lhe o porquê da necessidade
de uma calça bem larga no cavalo.
_Estou com alergia nas partes íntimas.
repetia ele todo vermelho.

sorriso03. Quando tomou coragem e
domou o carro até Sorocaba
só para chegar à meia noite e
dar parabéns ao seu pai.
56!

sorriso04. Quando ouviu dele
que era o homem mais feliz do mundo
porque tinha a mulher e os filhos que sempre sonhou.
Achou lindo e pela primeira vez há meses chorou de alegria.

sorriso05. Quando fez alongamento com sua Nona
já na terça pela manhã. Ela mais reclamou do que alongou,
mas garantiu gargalhadas autênticas às duas e à enfermeira.

sorriso06. Quando seu melhor amigo Cacá
deu as caras depois de meses de licença maternidade.
Ela se deu ao luxo de atender ao telefone assim:
_Tem certeza que ligou certo Cacá?
É a Luiza aqui do outro lado...
Tomou um chá em sua companhia.

sorriso07. Na estrada voltando para capital
lembrou-se com carinho das pessoas que já amou e
que com eles sempre compartilhou músicas.
Percebeu que seus amores permeiam por grandes sons.
E que são eles que escolhem sempre.
Um usava cds recém gravados, com músicas próprias colocadas
na disqueteira do carro. Outro o Ipod, fazia um playlist
e ia lhe explicando, catarolando...
E o terceiro, bem, este é um homem de uma música só!

Alinhe-se LP!
Deixe o disco rodar!
Está tudo indo muito bem...

[ficou 4 dias de cama,
dodói mesmo
e saiu só esta tarde de casa.
Ficou feliz ao ver o sol.
E ao se ver nele...]

Friday, July 11, 2008

Em Primeiríssima Mão!




Cláudio Medusa escreveu:

Buenas freaks e perturbados!
Sábado, dia 12:
DISCOTEXXX
Nosso "fino" e goxtoso Dj/Promoter Celso Tavares
depois de causar histeria na semana passada,
traz à cabine de som a dupla ultra-descolada
Los Macaquitos formada por Ivan Finotti e Théa Ts.
que farão um set ultra-dançante de ultra-new rave
além de outras coisas.
(...)

ASTRONETE
"O luxo de não se ter a menor idéia da última novidade de Londres."
Rua Matias Aires 183-B, Consolação.

Eita!
rs.

Thursday, July 10, 2008

Meu mundo.

I.mundo.
Tomei emprestado...

Artistas: Leandro Lima e Gisela Motta

De todo jeito.

De fato, tato e olfato ela entrou num mergulho interno.
Sem paladar.
Perdeu o gosto das coisas enquanto sua cabeça pensava
nas possibilidades mais absurdas de fuga.
Escondeu-se por entre as cortinas da sala,
mas os pés confortados em belos sapatos vermelhos denunciaram-na.
Ali!
Parada.
Há meses.
Se desfez no escuro.
Fluido. Fundo.
Um mar de lágrimas.
Pacífico.
Em seguida se pôs em movimento.
Perdeu-se.
Desconhecendo o caminho das águas.
Correndo de tudo sentido, sem sentido algum.
Ora para esquerda, ora para direita, ora estática.
Chegou a rezar.
Pedir, suplicar por direção.
Enquanto o carro que dirigia subia a Rebolsas aos prantos.
Era só tristeza.
Virou física.
Lhe doía.
As juntas, a cabeça, o peito.
Um aperto. Teve dores de barriga.
O nariz a soltar sangue, ainda esta manhã.
A respiração que nunca lhe fora fácil, piorara.
Faltou ar. Faltou fôlego. Faltou tudo.
Só a angustia transbordava.
E as palavras.
E o nanquim, tingindo o vazio de preto.
E os desenhos povoando seus sonhos.
Traçando com clareza novos planos.
Dando forma delicada aos seus medos, desejos, certezas e afins.

Tuesday, July 08, 2008

A.orta











No jantar de ontem, no restaurante de sempre.

Assunto: o mesmo
Na mesa 3 mulheres de diferentes idades (32, 30 e quase 29),
visões e discursos.

_Se você gosta dele, deveria se contentar com a cenoura.

_Mas eu não quero só a cenoura, eu quero também o morango.

_Mas ele só vai te dar a cenoura, portanto, se gosta dele, conforme-se.

Foi quando a mais nova pronunciou a voz de forma alteradamente doce:

_Mas ele é o dono da horta!
mostrando-se meio indignada...

Monday, July 07, 2008

Das Percepções de Domingo.

NOVE:

1. Pessoas nada saudáveis comem
fritura e ainda por cima catchup no café da manhã.

2. Meninos andam com calças muito justas
pelo Jardins e Vila Madalena.

3. Ele terá de levar uma mala a mais com minhas mágoas dentro
(não permitirei que as deixe por aqui).

4. Correr faz bem. Dando socos no ar então... faz melhor!

5. Dias de frio e sol são bons mesmo só.

6. Estamos todos igualmente perdidos.

7. Ainda bem que existe você a rondar-me.

8. Perdi alguma coisa?

9. Ai, pareço exausta. Pareço exausta?!

Sunday, July 06, 2008

Todas as considerações serão reconsideradas!

















só para constar...

[mudou o percurso da corrida]

LP IN.dica um filme para hoje!

[sem fome\apatia?!]

Thursday, July 03, 2008

Mas que Molenga!

Deu-se conta de que na tentativa
de livrar-se da dor, endureceu.

E coração duro bate?

Padece.

E dói em quem?

Nela, tão só somente.

Tuesday, July 01, 2008

Aconteceu também no mês passado.

Aconteceu no mês passado.

Como posso lhe agradecer?
Você já está me agradecendo...


Era um dia atípico.
Ela descia a Rua Augusta quando foi parada por
uma senhora muito bem vestida de cabelos curtos e olhos azuis.
_Tenho uma coisa para você que sei que está precisando.
Ficou um pouco assustada,
mas aceitou o convite para adentrar ao café de sua predileção.
_Um doppio? perguntou ela a senhora.
_Não, obrigada.

Sentaram-se na mesa próxima da entrada.
Para surpresa dela, olhos rasos d’água; aquela senhora judia
tirou da sacola uma pequena caderneta e
cinco medalhinhas com escritos em hebraico.
Repetiu-lhe convincentemente:
_Tenho aqui algo de que precisas. Algo que vai te curar.
_E o que é?
_Uma kabala.
A única coisa que a menina sabia sobre kabalas
era que a cantora Madonna as usava de alguma forma.
Sorriu. Adora!
Então, a senhora pediu que ela lhe estendesse a mão.
Obedeceu imediatamente porque não tem o hábito de questionar ordens.
Os olhos azuis fixaram-se na caderneta.
Os dela, para todos os cantos, inquietamente.

Pensamento: Será que esta senhora tem também
algo para o déficit de atenção? Podia... Pudera!

Seguiram longos poucos minutos de silêncio
que deixaram a menina muito apreensiva.
Era quase impaciência.
A senhora voltou os olhos azuis também já quase
transbordando em lágrimas para ela e de forma doce disse:
_São duas coisas bonitas que deram a você.
Auto-estima e busca espiritual. O que quer para agora?
_Auto-estima! respondeu com seu nó na garganta.
Não havia dúvida de sua escolha.
Aliás, quase nunca as têm.
Suas certezas, sua clareza, às vezes não lhe apetecem;
muito menos aos outros.

A senhora enfiou a mão de novo dentro da sacola e dessa vez,
de lá fez-se um cordão clarinho, da cor da pele dela.
Pendurou a medalhinha e colocou no pescoço da menina
que estava atônita, meio desconfiada,
mas querendo crer que aquilo tinha sim algum significado.

De fato, hoje ela anda melhor de sua primeira
crise de alta baixa-estima aos vinte e oito.
Parece piada de mau gosto, mas...
Feita de pontas agudas, a kabala que carrega no peito a pinica sempre.
Quando dorme, quando sai para correr debaixo da
garoa fria e fina de São Paulo.
O colar a pinica de madrugada, dentro dos bares,
dentro da blusa, do seu vestido mais solto.
Pinica também em momentos bem específicos, como o de ontem,
enquanto conversava de olhos fechados
com alguém que não quer mais ver.
Ele pinica!!!
Fazendo-a sorrir de leve.
Funciona!

E como resposta, a menina sussurra bem
baixinho sem que ninguém perceba:
_Auto-estima, sei que estás aí.


Obs. engraçadinha número 01:

Estes dias, ao chegar em casa depois do café da manhã,
a menina tirou a roupa com pressa e seguiu para o banho.
Estava atrasada. Mas antes de entrar no chuveiro quente
percebeu que tinha perdido seu colarzinho.
Desesperou. Quase chorou.
Voltou às roupas jogadas no chão, chacoalhou, olhou ao redor,
debaixo da cama... E só quando tornou a ficar em pé,
frente ao espelho do quarto, percebeu a kabala ali em sua cabeça.
Misturada aos cabelos que estão crescendo e enruivando de novo.
Aliviou-se. Riu sozinha. Sua auto-estima sempre esteve ali. : )

Obs. engraçadinha número 02:
Estes dias disse a ele num abraço:
_Corro das coisas que sinto.
E sinto muito, mas sinto muito.
Vou acabar virando maratonista!

Obs. engraçadinha número 03:

Elas falavam no trânsito intenso sobre o medo
que as pessoas têm hoje em dia de se expor,
de mostrar o que sentem e como se sentem.
Ficam aí, dosando amor com conta gotas.
Chamaram-nas de mesquinhas, de medrosas, cautelosas e corretas.
Ela então concluiu:
_E agora, vamos nós tentar viver como elas. É nossa meta!