Thursday, September 17, 2009

CASA NOVA!

















Este é meu último post por aqui.
E posso dizer que já sinto falta desse lugar.
Está certo que estou indo para uma residência própria,
num endereço só meu, que tem meu nome e minha cara.
Mesmo assim, deixar de colocar palavras
aqui faz em mim saudade imediata.
Estranho porque há tempos venho querendo me mudar.
Andei pesquisando outros lugares, outras cores, identidade.
Mas agora que minha casa lá está toda pronta,
do jeitinho que eu queria, parece-me impossível abandonar isso tudo.
O ambiente e todas essas histórias.
É a minha vida descrita, inventada e reinventada.
Dia-dia. São meus amores, minhas dores e alegrias.
Minhas crenças. Poesia.

Estou fechando esta porta daqui,
indo para uma casa maior, mais confortável.
Mas tenho meu coração apertado.
Assim é a vida...
Ao menos esta minha dor no peito
fez lembrar do dia em que papai decidiu que sairia
do ponto comercial que herdou de meu avô.
Na rua da Penha, 534.
Onde vivemos quando crianças.
Onde antes de ser a loja de roupas, ele vendia bolsas.
Onde nasci. Cresci. E mostrava-me mal humorada,
sentada na escada, perto da hora de todos os almoços.
Até quase os quinze anos.
Quando e onde fomos felizes.
Tristes também, eu sei.
Mesmo assim foi um parto deixar aquele espaço.
As paredes sujas de nós.
O corredor onde havia nossas medidas.

Marina – 1.18m
Francisco – 1.05m
Luiza - 0.83m


Numa época em que parecíamos inseparáveis.
Mas assim é a vida...
Difícil e perdoável.
Papai e eu sofremos para deixar nossas memórias.
Passadas a limpo então... Doem demais.
Para tanto, aprendi desde cedo
que se cavarmos um buraco profundo e
jogarmos as memórias lá dentro, da-se assim um jeito.
O nosso jeito! Com terra e adubo.
E quando perto da superfície, se jogarmos sementes novas,
de flores e cores jamais vistas. A casa fica bonita!
Regando e cuidando sem pressa.
Esperando pacientemente a hora da colheita chegar.
Tudo da certo. Por isso,
anotem meu novo endereço
www.luizapannunzio.com
É para lá que levo meu coração apertado.
Onde há espaço de sobra e milhares de
páginas imaginárias em branco,
para preencher, pintar, recortar e desenhar.
Onde plantei uma árvore imensa com raízes bem forte.
Para que a dor da separação demore a chegar.
Outra vez.
Espero a visita de todos vocês.

um beijo
Lu Pannunzio

Thursday, September 10, 2009

Não gostou? Reclame com ele!

CONTARDO CALLIGARIS

Casamentos possíveis

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Em geral, a gente casa com a pessoa certa: com quem podemos culpar por nossos fracassos
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UMA DAS boas razões para se casar é a seguinte:
uma vez casados, podemos culpar o casal por boa
parte de nossas covardias e impotências.
O marido, por exemplo, pode responsabilizar mulher,
filhos e casamento por ele ter desistido de ser o
aventureiro que ainda dorme, inquieto, em seu peito.
A decepção consigo mesmo é menos amarga quando é
transformada em acusação: "Você está me impedindo
de alcançar o que eu não tenho a coragem de querer".
Essas recriminações, que disfarçam nossos fracassos,
não são unicamente masculinas.
Certo, os homens são quase sempre assombrados por
impossíveis devaneios de grandeza -como se algum
destino extraordinário e inalcançável já tivesse
sido sonhado para eles (e foi mesmo, geralmente
pelas suas mães). Diante de tamanha expectativa,
é cômodo alegar que o casal foi o impedimento.
As mulheres, inversamente, seriam mais pé-no-chão,
capazes de achar graça nas serventias do cotidiano.
Por isso mesmo, aliás, elas encarnariam facilmente,
para os homens, os limites que a realidade impõe aos
sonhos que eles não têm a ousadia de realizar.
Agora, as mulheres também sonham. Há a dona de casa
que acusa o marido, os filhos e o casamento por ela
ter desistido de outra vida (eventualmente, profissional),
que teria sido fonte de maiores alegrias. E há, sobre tudo,
para muitas mulheres, um sonho romântico de amor avassalador
e irresistível, do qual, justamente, elas desistem por
causa de marido, filhos e casamento.
Com isso, d. Quixote se queixa de que sua mulher esconde
seus livros de cavalaria e o impede de sair à cata de
moinhos de vento. E Madame Bovary se queixa de que seu
marido esconde seus livros de amor e a impede de sair
pelos bailes, à cata de paixões sublimes e elegantes.
Pena que raramente eles consigam ter os mesmos sonhos.
Um problema é que os sonhos dos homens podem ser de
conquista, mas dificilmente de amor, pois eles derivam
diretamente das esperanças que as mães depositam em seus
filhos, e, claro, uma mãe pode esperar que seu rebento
varão seja um dom-juan, mas raramente esperará ser
substituída por outra mulher no coração do filho.
Não pense que esse fogo cruzado de acusações seja causa
recorrente de divórcio. Ao contrário, ele faz a força
do casamento, pois, atrás da acusação ("É por sua causa
que deixei de realizar meus sonhos"), ouve-se: "Ainda
bem que você está aqui, do meu lado, fornecendo-me assim
uma desculpa -sem você, eu teria de encarar a verdade,
e a verdade é que eu mesmo não paro de trair meus próprios sonhos".
Ou seja, em geral, a gente casa com a pessoa "certa":
a que podemos culpar por nossos fracassos.
E essa, repito, não é uma razão para separar-se.
Ao contrário, seria uma boa razão para ficar juntos.
Quando a coisa aperta, não é porque sonhos e
devaneios teriam sido frustrados "por causa do outro",
mas pelas "cobranças", que, elas sim, podem se revelar insuportáveis.
Um exemplo masculino. Uma mulher me permite acreditar
que é por causa dela que eu não consigo ser o que quero:
graças a Deus, não posso mais tentar minha sorte no garimpo
agora que tenho esposa, filhos e tal. Até aqui, tudo bem.
Como compensação pelos sonhos dos quais eu desisti,
passo as tardes de domingo afogando num sofá e soltando
foguetes quando meu time marca um gol, mas eis que, no meio do jogo,
minha mulher me pede para brincar com as crianças ou para ir até
à padaria e comprar o necessário para o café - logo a mim,
que deveria estar explorando as fontes do Nilo ou negociando
a paz entre os senhores da guerra da Somália.
Essa cobrança, aparentemente chata, poderia salvar-me da
morosa constatação do fracasso de meus sonhos e das ninharias
com as quais me consolo. Talvez, aliás, ela me ajudasse a
encontrar prazer e satisfação na vida concreta, nos afetos
cotidianos. Mas não é o que acontece: o que ouço é mais uma
voz que confirma minha insuficiência.
À cobrança dos sonhos dos quais desisti acrescenta-se a
cobrança de quem foi (ou é) "causa" de minha desistência e
razão de meu "sacrifício": "Olhe só, mesmo assim, ela não
está satisfeita comigo." Em suma, não presto, nunca,
para mulher alguma -nem para a mãe que queria que eu fosse
herói nem para a esposa para quem renunciei a ser herói.
E a corda arrebenta.
O ideal seria aceitar que nosso par nos acuse de seus fracassos e,
além disso, não lhe pedir nada. Difícil.

ccalligari@uol.com.br

Agora será assim:






para me ler, ver e criticar deverá acessar o
www.luizapannunzio.com

Wednesday, September 02, 2009

Contratempo.

Ela estava tão alegre que sentia vergonha.
Na rua, disfarçava. Tampando a boca para que ninguém visse
o quanto estava rindo à toa.
Sentia culpa por estar feliz.

_Como assim, feliz?
Não tem o menor cabimento...

Não queria chamar atenção por esta razão.
Logo ela, cética.
Logo aquela que sempre achou a vida penosa demais.
Agora andava por aí, sorrindo largo.
Não acreditava nessa possibilidade, nem nas pessoas.
Ela não tinha crença alguma e
zombava de toda e qualquer esperança.
Era dura.
Feito pedra.
Amarga igual remédio.
Sentia falta de ar,
mas também não fazia tanta questão
em respira as impurezas da cidade.
Conformada com sua teoria de que as
pessoas dão aquilo que podem dar,
estava acomodada com tudo ao seu redor.
Num tanto faz, num leva e traz, no chove não molha.
Esperando a vida passar aos finais de semana.
Despreocupada com o tempo, com o vento,
saía sempre sem o guarda-chuva e o casaco.
Molhava-se e mesmo assim era incapaz
de perceber as horas. Mesmo passando frio
ou tendo que colocar as roupas no varal
que ficava numa pequena varanda em um
também pequeno apartamento.
Onde ela vivia só.
Triste em seu quarto, lendo o livro que
escolhera demoradamente nas prateleiras
da livraria que freqüentava.

Até que um dia, lá na livraria,
ela escolhia mais um romance para
viver em palavras quando uma mão maior
que a sua pegou o objeto retangular em questão.
A capa era amarela.
Estavam bem próximos um do outro
e ele percebeu que ela estava desejando-o.
Não a ele, mas o livro que carregava.

_Desculpe, qual o seu nome?

_Por que?

_É realmente, me perdoe, não quero ser invasivo.
Gostaria de saber seu nome...

_Ana.

_Oi Ana, vi que você ficou...
Bem, como vou te dizer... É...
Você por acaso estava querendo este livro aqui?
(disse isso chacoalhando o livro em sua frente,
como se ela fosse um cachorro e o livro um enorme osso).

Irrefutavelmente ela só balançou a cabeça num não.
Os cabelos dele, despenteados prendiam
os olhos dela, bem no alto.
Vestia camisa xadrez, jeans e all star azul.
Ela também, xadrez, jeans e all star vermelho.
Mesmo observando todos os detalhes nele,
que tinha sardas nas orelhas por exemplo
e que elas também habitavam seu cotovelo,
Ana preferiu ignorá-lo.

_Ah, ok. Acho que me enganei.

E quando ele já virava de costas ouviu um:

_Não...

_Hã?

_É verdade, este seria o meu livro escolhido de hoje.
Mais pela cor. Sabe, ainda não li a orelha,
então acho que tudo bem, posso não querê-lo.
Eu viverei sem ele. Lógico, já tenho idade suficiente
para saber que vou sobreviver e
acho até que eu não iria gostar muito...
Então pode ficar, é isso, é seu, todo seu...

_Calma querida, está nervosinha?
Teve um mal dia ou você é assim sempre?
Espere, deixe-me falar! Com calma, sim?!

Ele disse isso num sorriso apreensivo e engatou
logo após um suspiro longo.

_Então... Faremos assim, vou comprá-lo
porque este é também o meu escolhido,
também pela cor, enfim...
Você me passa seu telefone que assim
que eu terminar de ler, te empresto.

_Sei. E quando será isso?

_Logo, quero te ver logo...

Ela sorriu. Pegou uma caneta
(sempre tinha uma na bolsa) e
escreveu na contra capa do livro amarelo seu telefone.
Saiu em seguida, meio descrente.
Segurou com dureza a felicidade que queria
sair de dentro do peito. Afinal, não acreditava
em nada daquilo que o frio na barriga tentava alertar.

Há quem ache até que foi uma cena de puro desprezo.
Assim me confidenciou um dos funcionários
da livraria que assistiu a tudo de longe,
torcendo para ela amolecer, adoçar e se entregar.

Não sabe ele que desde o telefonema,
na mesma noite em que houve o encontro casual
na livraria, aliás, apenas algumas poucas horas
depois do ocorrido, assim, como mágica, a menina virou açúcar.
Graças àquele quase desconhecido, com sardas nas orelhas e no cotovelo,
que leu o primeiro capítulo inteiro para ela ao telefone.
Foram as 34 páginas mais felizes e rápidas de sua vida.
Passaram num instante impregnando nos lábios dela
um sorriso impossível de tirar ou disfarçar.
Foi aí que ela se deu conta de que o amor faz o tempo voar.
Mas quem se importa?

Monday, August 31, 2009

Novos 30.

Eu quero rir do meu mau humor.
Mandar minha intolerância para o inferno.
As dúvidas para o lugar comum.
Minha audácia para casa.
A rebeldia para o jantar.
As exigências, que permaneçam comigo
das oito as vinte, depois quero relaxar.
Que todas as possibilidades que consigo
enxergar fujam por um tempo.
Preciso permanecer na posição que ocupo no momento.
E gostaria ainda de perder a voz.
A memória, igual a minha avó.
Dedicar-me a leitura.
Provavelmente também ao desenho.
Desejo dormir ao teu lado.
Correr logo cedo.
Ver o sol.
E preparar o café.
Em setembro.

Dela.
















_Você está muito estressada!

Ela ouviu isso quando já estava dentro do elevador.
Atrasada, com uma sacola pesada nos braços e
a mochila nas costas, seguiu para o trabalho.
Crente que aquilo que acabara de ouvir,
não iria ajudar a melhorar seu humor.
Mas ok, o dia estava apenas começando.
Colocou o fone no ouvido com volume máximo
para que as buzinas e o barulho das
ruas não atrapalhassem seu caminhar.
Assim, sua vida naquela manhã tornara-se um clipe.
O clipe de sua música preferida!
Nada mal... Mas enquanto atravessava na faixa de pedestres,
onde um carro ocupava boa parte, constatou que ele tinha razão.
Ela não. Foram seus olhos que perceberam,
quase a matando de constrangimento. Lacrimejaram.
“É estresse!” eles disseram.
Estava estressada por tudo e por nada ao mesmo tempo.
E pior, estava atrasada.
Era como uma bomba relógio prestes a explodir.
Num sábado em que havia sol no céu.
O dia estava lindo, mas mesmo assim as lágrimas
não perdoaram e desceram. Fazendo as pintas dela afogar.
Disfarçadamente enxugou o rosto e pensou que a palavra
– estresse era demais. Muito pesada.
Portanto, cansada era mais apropriado. Combinava...
Também, pensando bem; era normal estar cansada.
Mas não estressada!
Trabalhando o quanto trabalhava,
tendo todos os compromissos que tinha,
as obrigações e ainda sentindo que não era capaz
de fazer mais, melhor ou o bastante.
Se cobrando tanto que chegava a doer na garganta.
E como se isso já não bastasse,
há dois dias decidiu que não queria mais
este fenômeno psicossomático de fazer inflamar
as amígdalas por conta de um estresse barato.
Barato ou caro não permitiria mais isso! Nada disso!
Passo a passo, a menina foi se dando conta
de que ele estava certo. Comparou-se às crianças
que possuem muitas atividades
(natação, inglês, judô, equitação, escola e tênis)
e que por isso ficam estressadas de verdade.
Foi uma tentativa de aliviar seu lado.
Mas não teve jeito. Ela não era mais criança
e isso tornava-a incompreensível, intolerável.
Foi preciso achar um culpado.
“É o estresse!” disseram seus olhos.
Aí, além do estresse sentiu culpa.
Inevitável.
Estava tudo ali dentro dela,
amontoado em seu peito. Desorganizado.
O estresse, o cansaço, a culpa, as lágrimas,
o nó na garganta e todas as incapacidades da semana.
Suas faltas, falhas e buscas.
Rendeu-se a quinze minutos de tristeza.
Era o único tempo que tinha para doer.
Ao chegar à Rebouças, se redimiu entre carros,
buzinas e o farol vermelho num tímido pedido de desculpas
que ele ouviu no mais absoluto silêncio.
Ela só disse isso, desligou em seguida.
Fazendo o clipe da sua música preferida
ter um final bem pertinente e pouco supreendente.
Bem vinda à vida real.

Abre amanhã:

Saturday, August 29, 2009

Explicação na mesa de agora pouco:

Amor é cuidado.
Zelo.
Agrado.
Conforto.
Proteção.
Carinho.
Isso `a que você se refere é que é outra coisa.
Paixão, talvez.
Porque pelo que sei, amor é mais ou menos isso!
Não é?!

Friday, August 28, 2009

O amor.

















Come.
Engole.
E chupa.

Sobretudo na hora de acordar e de dormir.

7:43h am.
_Amor, me diz bom dia, bom trabalho.
Ela de olhos ainda fechados quase se aborrece por
ter sido acordada dessa maneira.
Não quer acreditar no que está ouvindo, mas
repete a frase com sorriso nos lábios.
_Bom dia Amor e bom trabalho.


23:19 pm.
Ele tocava o piano há pelo menos 40 minutos
quando resolveu levantar e apoiar o corpo no batente da porta
do quarto onde ela estava. De pijama, encostada na cabeceira da cama,
com todos os travesseiros, um pote de sorvete na mão, uma colher na outra.
Ora na boca, ora no pote.
_Não gostou?
_Como assim não gostei, eu adoro esta nossa música!
_Mas esta não é aquela, é outra.
_Ah... Mas eu adoro também. Adoro tudo o que você toca.
Diz ela séria, olhando exclusivamente para a TV.

Sunday, August 23, 2009

Esperei hoje a semana inteira.

Hoje é domingo.
Meu único dia nosso.
E eu queria sair cedo para andar de bicicleta contigo.
Mas acordamos as nove e já era tarde para um passeio assim.
Então eu queria ir naquela exposição e depois naquela outra.
Mas tomamos um café demorado e já era tarde.
Depois, deitamos de novo na cama, porque eu me
sentia cansada. Começou a garoar.
Eu li todo o jornal.
Ficamos com preguiça.
Passaram algumas outras horas e quando vi
meio domingo já havia ido embora.
Eu queria ir ao cinema, `as exposições,
passear pelo Bexiga, visitar seu avô.
Fazer tudo sem pressa, editar nosso filme,
ouvir um concerto mas todos começaram as onze
e nós os perdemos.
Queria almoçar em casa mas a nossa cozinha
parece intransitável aqui, agora.
Foi então que comecei a chorar.

Saturday, August 22, 2009

Vem!!!

















Vem!!!
ball´s place
são paulo: rua mourato coelho, 451
pinheiros e rua augusta, 2690
galeria ouro fino - 2°andar f:(11)30823821
sorocaba: rua da penha, 1126
centro - arp alamedas
f:(15)32343821

Vá ao MOTEL!

num click!

Jardim.

Ando exaustivamente pensando sobre o papel do amigo.
Sim, porque amigo a gente escolhe e cultiva do nosso lado.
Rega, cuida, aduba e poda.
Somos nós que decidimos com qual freqüência
visitaremos este ou aquele amigo.
É mais ou menos assim, quanto maior o bem estar entre nós,
mais tempo vou querer estar ao seu lado.
Provavelmente vou te ver mais do que vejo minha própria família.
Inevitavelmente irei me preocupar contigo.
Tentar te alegrar, te adoçar, te trazer um café
para uma conversa gostosa. De trocas. Justas e equilibradas.
Seremos uma família à parte.
De afinidades, respeito, admiração, cuidados, haja tato!

As relações humanas são muito complicadas.
Por isso, há quem prefira seguir só para
não ter que lidar com alguns sentimentos que
surgem em qualquer relacionamento.
O ciúme é um exemplo.
Difícil de lidar, assumir, desapegar.
É por isso que aos poucos vamos nos afastando
de algumas pessoas e deixando outras entrar.
A casa é pequena...
E na medida que a vida vai passando,
alguns amigos vão ficando para trás.
Sem mágoas, porque para quem costuma estar só
de passagem, é muito fácil dizer adeus.
Aos que ficam comigo, ofereço um jardim.
Que acomodem-se bem na medida do possível e
se esbaldem com tudo o que veêm. Pode pegar!
Plantei para vocês. Cada flor, cada cor e cheiro.
Naturalmente do jeito que sou.
Choro, aconselho, digo o que penso, mas de um jeito
que sei que não vou te chatear.
Magoar não é aconselhável aos amigos.
Então te entrego o melhor que tenho aqui por dentro
em forma de bolos, abraços, apertos, beijos e palavras
que cuidosamente escolho para nós.
Assim, de graça.
Desde que haja a troca e que você não se torne indiferente.

Thursday, August 20, 2009

HOuve aqui!

COLUNA SEMANAL
or Gabrielle Machado

Daqui um mês mais ou menos tem mais uma
Invasão Sueca!Portanto vou falar um pouco das bandas
que irão se apresentar e de mais algumas descobertas minhas!
Após quatro anos de sucesso, o festival realizado pelo
Coquetel Molotov em parceria com o governo sueco trás
para o Brasil as seguintes bandas: Those Dancing Days,
Britta Persson e Loney, Dear. Eles farão apresentações
em São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre.
Mais informações dos shows aqui e ali.

Bom, agora as bandas em si. O Those Dancing Days
é uma banda de meninas que se conheceram na escola
e eu já planejava falar delas por aqui.
Elas são de Estocolmo e fazem um som característico
dos grupos femininos dos anos 60.
Logo que descobri o que elas cantavam já fiquei
com um pouco de preguiça de escutá-las
porque já pensei que seriam as novas Pipettes,
que eu até gosto, mas acho um pouco caricato demais.
Mas passado esse momento de preconceito eu ouvi
o material das meninas e gostei bastante,
até porque elas não se vestem com vestidos de bolinha
e não usam laquê no cabelo, como as londrinas do The Pipettes.
As músicas têm a sonoridade característica dos anos 60,
mas trazem uma modernidade suave (com os teclados meio
psicodélicos e batidas eletrônicas em algumas faixas,
como se os anos 80 estivessem agitando um pouco a “calmaria”
e mesmice desses grupos de meninas dos anos 60)
que às vezes pode até passar despercebida.
O primeiro álbum foi lançado ano passado e chama In Our Space Hero Suits
e as faixas que eu mais gosto são: Run Run, Hitten,
Falling in Fall e Home Sweet Home.

Já a Britta Persson é uma cantora de 26 anos que tem
alguns EPs lançados e dois álbuns, o primeiro,
lançado em 2006 se chama Top Quality Bones and A Little Terrorist
e o segundo, lançado ano passado é o Kill Hollywood Me.
A voz dela é leve e bem gostosa de ouvir, um pouco como a Laura Marling,
mas não tão doce quanto a inglesa. As músicas são bem folk na
primeira ouvida, mas dá pra perceber, em algumas faixas,
uma batida mais eletrônica e uma pitada de, mais uma vez, anos 80.
Talvez seja devido à influência que o pop tem nos suecos,
já que tantas bandas realizam no país trabalhos de grande qualidade no gênero.
As minhas músicas preferidas da Britta são: Winter Tour,
In Or Out e Kill Hollywood Me.

Loney, Dear é o pseudônimo usado por Emil Svanängen,
multi-instrumentista, cantor e compositor.
Ele também pode ser considerado um técnico de som/produtor musical,
já que seus primeiros álbuns foram gravados por ele mesmo,
no porão da casa dos pais. Eu simplesmente amo o tipo de música que
ele faz: letras boas, música muito bem produzida, instrumentos
tocados lindamente, arranjos gostosos de ouvir.
Gosto mais ainda da relação que ele tem com a música,
como se ela fosse o seu Deus (ele fala um pouco disso no site dele).
Ele tem 4 álbuns gravados e lançados por ele mesmo e outros
dois já como contratado de gravadoras, eles são Loney, Noir(2007)
e Dear John(2009). As faixas que eu não consigo parar
de ouvir são: Sinister in a State of Hope, I am John,
The City The Airport e Ignorant Boy.

Também da Suécia (deve ter alguma coisa na água desse país
que faz com que as pessoas façam boa música, é incrível
a quantidade de bandas boas fazendo coisas novas por lá) ,
mas que não vai participar da Invasão Sueca, tem a Miss Li,
pseudônimo da cantora Linda Carlsson, de 27 anos.
Eu demorei um pouco pra descobrir o que ela me lembrava,
mas sabia que tinha a ver com a música feita nos Estados Unidos
nos anos 20 e 30. Os instrumentos de sopro são tocados de um jeito
peculiar dessa época, o que me surpreendeu um pouco,
porque a música que ela canta tem uma batida pop, mas ao mesmo
tempo parece que saiu de um musical hollywoodiano.
Faltando algumas músicas pra terminar de ouvir o
álbum Best Of 061122-071122 a Miss Li me ajudou a perceber
as influências da música que ela faz: era um cover da ótima Goodmorning ,
música que faz parte de uma das seqüências que eu mais
amo no cinema, do filme Cantando na Chuva.
O cd todo é muito bom, divertido até.
As melhores faixas são: Goodmorning (claro), Oh Boy,
Let Her Go, Why Don’t You Love Me,
Gotta Leave My Troubles Behind e I’m Sorry, He’s Mine.


FALE COM ELA:
gabibilly@gmail.com

Wednesday, August 19, 2009

Me desmisifica.

Muitas tardes enumero meus defeitos para você.
Te mostro quão desvantajoso é estar ao meu lado.
Mas você não acredita...

Olha que legal!

Sunday, August 16, 2009

Saturday, August 15, 2009

Receita de família: O bolo de mexirica!

1 mexirica morcote
2 xícaras de farinha
1 xícara de óleo
1 de açúcar
4 ovos
1 colher de fermento

Bata no liquidificador a mexirica com a casca
cortada em pedaços (sem caroço) e todos os
outros ingredientes. Por último o fermento!
UNte a assadeira e leve a massa ao forno
por cerca de 30 minutos. Fique de olho!!!
Umedeça o bolo ainda quente com o suco
de um limão e açúcar (+ ou - uma xícara).
Pronto! Depois disso, é só delícia!
Sirva com chá e bom papo!

Para outras receitas incríveis...

Thursday, August 13, 2009

Embarque. Embargo.

Quando eu era pequena, bem pequena, desgostei de você.
Foi assim:
Estávamos todos almoçando.
Era frango. Aquele frango de panela que a vovó fazia
e que eu adorava. O dia era de sol, almoçávamos
na mesa de madeira que tinha as cadeiras
também em madeira com estofado verde.
Saia um cheiro daquela mesa...
Um cheiro de madeira que eu nunca
mais senti em nenhum outro lugar.
Um cheiro de tempo, talvez.
Os raios de sol invadiam a mesa
quando o vento fazia a cortina branca
de renda da Nona voar.
Eu estava à direita.
Você bem na minha frente.
Ela na cabeceira, como manda uma matriarca.
A mesa foi posta por mim.
Pratos, talheres, copos e os guardanapos
que cuidadosamente dobrei formando um triângulo.
Com a faca em cima dele, eu imaginava um barco.
Um barco à vela com o qual eu poderia navegar
para bem longe dali. Mas aquilo era apenas
mais um almoço em família em que você comparecia.
Fazia-se presente. Fazia-se notar.
Por sua rebeldia, inteligência e mágoa.

Era um dia de sol, eu havia arrumado
todos os lugares na mesa que exalava
o cheiro de madeira mais forte que um dia já senti.
Todos tinham seus barcos do lado direito do prato,
mas ninguém parecia querer sair navegando por aí.
Aguardavam ansiosos a hora da reza acabar.
Sim, lá ainda tinha aquele ritual todo de
agradecer aos alimentos que estavam prestes a ser digeridos.
E eu já tinha minha pressa, naquela época!
Estava feliz com meu lugar perto dela.
Minha dedicação pela Nona sempre foi enorme,
desde bem pequena. Ela me conquistou pela barriga.
Pelo tempero, pela magia da cozinha,
a fumaça. Era quase uma alquimia.
Para mim, vovó era mágica!
No centro da mesa arrumei as comidas
que vinham da cozinha.
Tinha uma salada de tomates meio murchos
com cebolas e eu não gostava nada, nada de cebolas.
Mas tudo bem, sobre a toalha branca de linho fui
organizando as travessas de feijão, de arroz e por último...
A panela do frango. Foi com muita água na boca
que ajeitei a panela de frango e fiquei
esperando pelo meu melhor pedaço.
Sim, vovó sempre o reservava para mim.
Ela sabia o quanto eu adorava seu “franguinho de panela”.
Hoje, como ela não cozinha mais,
herdei a receita.
Mamãe me escreveu quando fui morar sozinha.
Aliás, tenho várias receitas por ela escritas.
Receitas da minha avó, receitas de família.
Coisas básicas como arroz, feijão, omelete,
bifes, mas que foram importantíssimas
para o início da minha vida adulta.

Voltando naquele dia, estava sol e a comida
demorou um pouco mais de tempo para ficar pronta.
A reza foi um pouco mais longa,
apesar de estarmos todos famintos.
Até que o Amém nos liberou para servirmos os pratos.
“Graças a Deus” falei baixinho.
Vovó sorriu e começou por mim.
Colocou a coxa do frango no meu prato.
Eu sorri em retribuição.
Ela então colocou uma montanha de arroz
e um mar de feijão. Uma rodela de tomate
e me liberou das cebolas.
Todos serviram-se e não se ouviu mais nem um piu.
Só a mastigação às vezes quebrava o silêncio ou o gelo.
O clima já estava tenso talvez,
eu é que não percebia, que ironia.
Até que você me fez perceber.
Me poupar não estava na sua lista.
Sentado na minha frente, logo começou a criticar
a forma como a vovó comia. E começou a se exaltar
e dizer o quanto ela era porca à mesa,
o quanto faltava à ela educação e
que isso lhe provocava ânsia.
Ânsia ou enjôo, não sei a palavra exata que usou naquele dia.

Passava da uma da tarde, eu tinha fome,
mas o frango não me descia.
Meus olhos se encheram de lágrimas e
eu fiquei com aquela coxa de frango na mão,
olhando você gritar com ela.
E levantar-se da mesa.
E gritar cada vez mais alto,
com tanto ódio que eu nunca mais me esqueci.
E toda vez que sinto o cheiro de franguinho assim,
feito na panela, lembro-me desse dia na sala da casa
da minha vó onde o sol invadia,
quando o vento soprava forte na
tentativa de levar seu barco para longe de nós.

Adoro amigos que fazem festa!!!

Monday, August 10, 2009

Da para passar em branco?


















+














dessa vez.










































por
favor.



















(quero ser invisível.)

Saturday, August 08, 2009

Ai, ai, aiai... Tá chegando a hora!

Já faz tempo que penso como é ter 30.
Desde os quatorze.
Mas nunca estive tão próxima de completar
esta idade. E agora que a data se aproxima, vejo
quanta bobagem já foi dita. Especialmente por mim.
Não acreditem em mim.
Sou volúvel. Absolutamente.
Terça feira, onze; é meu aniversário.
Não tenho vontade de festa, não tenho vontade de nada.
Quer dizer, tenho `as vezes, mas passa.
Sinto uma enorme preguiça.
Não dos amigos. Mas da função que é fazer aniversário.
Apagar a velinha. Atender a todos aqueles telefonemas,
abrir os presentes, gostar dos presentes, agradecer os presentes,
agradecer por terem vindo, fazer marmita de bolo para os mais
íntimos levarem calorias para casa, desfazer-se de todas as embalagens...
Meu Deus! Tragam-me os presentes sem embrulhar dessa vez!
Por que? Não achem-me mal humorada,
apesar de merecer este título de vez em quando.
Mas, não sinto que nenhuma mudança deva ser celebrada.
Só a da lei anti-fumo!
De resto, não mereço palmas, bexigas, e já sei bem com quem será
que vou casar. Nada me anima `a festejar!
Nem mesmo minha estável condição hormonal.
Não me acho mais equilibrada emocionalmente.
Nem enrugada e muito menos mais sábia.
Fazer trinta, de repente, ficou sem graça.
Aliás, há pouco descobri que ser adulto é uma coisa chata.
Que os livros não bastam para nos distrair.
Muito menos as pessoas.
Que o paladar refina-se e para saborear verdadeiramente
algo com prazer, é preciso mais que dedicação.
Inclusive no sexo.
É aos trinta que percebemos que tudo se torna repetitivo.
Os filmes, as peças, as histórias de amor.
As mulheres continuam se odiando.
Mas, não deixam de trocar receitas.
De bolos `a cremes que andam usando ao redor dos olhos.
Já eu, não uso cremes.
Então, me dá o endereço do seu médico?
Eu não vou ao médico.
Do ortomolecular?
Posso te passar de um homeopata, mas não o recomendo...
Olha, eu tenho uma massagista ótima!
Por que, estou com cara de quem está tensa por acaso?!
E não está?
É... Culpa de uma enorme vontade vocacional para ser mãe
que anda me invadindo. E uma pequenina pressão social
que anima-me a prosseguir com esta vontade que
chega a me angustiar. E se eu não conseguir? Serei um fracasso maior!
_Luiza, vem deitar... Vem vá...
_Já vou amor. Já vou...

Argentina e Califórnia.

COLUNA SEMANAL
de Gabrielle Machado

Já tem algum tempo que eu tenho procurado bandas e cantores argentinos.
Alguns dias atrás eu descobri o Sebastián Rubin,
cantor argentino que liderava a banda Grand Prix,
que fez bastante sucesso, principalmente na Europa,
entre 2002 e 2003. A banda se desfez e Rubin voltou
para a Argentina para fazer carreira solo.
Desde 2004 ele lançou quatro álbuns, entre eles Componé,
ladrón (2004) que está disponibilizado em seu site para
download gratuito, com ótimas músicas próprias e alguns covers.
Neste ano, Rubin lançou Desayuno de Campeones,
disco com faixas que mostram que ele sabe fazer pop rock muito bem,
com algumas pitadas do indie rock que o Grand Prix fazia.
As músicas são leves e gostosas de ouvir,
entre elas, as ótimas: Yo Me Quiero Enamorar,
El Genio de La Soledad e Del Lado Del Sol.



Ainda da Argentina tem o grande El Mató a um Policía Motorizado
(ótimo nome!), banda formada em 2003,
com ótimas guitarras distorcidas e melodias bonitas
e influência de Sonic Youth, Velvet Underground, Yo La Tengo, etc...
As músicas são ótimas e é uma pena que mesmo sendo de tão
perto eles não sejam tão conhecidos pelos brasileiros.
Dizem que as apresentações ao vivo são muito boas
e muito melhores do que os álbuns (como deveria ser sempre, né?).
El Mato já lançou um LP e três EPs e as
minhas músicas favoritas são:
Chica Rutera, Doctor a Muerte,
El Rey de La TV Italiana e Vienen Bajando.



Outra banda que eu tenho ouvido muito é o Coconut Records,
da Califórnia, que é mais um projeto solo com vários
colaboradores do que uma banda em si. Esse projeto
foi idealizado por Jason Schwartzman,
ator americano que fez, entre outros filmes,
The Darjeeling Limited, do diretor Wes Anderson
(amo os filmes dele, a direção de arte é
muito bem feita- tudo é lindo e bem pensado).
A “banda” começou em 2006 e já lançou dois álbuns:
Nighttiming (2007) e Davy (2009).
As músicas são um pop rock com influências de
bandas independentes americanas, um pouco como o Sebastian Rubin.
Em algumas faixas eu sinto o mesmo clima calmo,
como se fosse de férias, que o Little Joy me passa,
como em Back to you e Microphone.
Em sua maioria as faixas são leves e gostosas de ouvir
em qualquer momento. Entre as que eu mais gosto estão essas:
Drummer, I am Young, West Coast e The Summer.

para falar com ela:
gabibilly@gmail.com

Wednesday, August 05, 2009

O nó na garganta.

Algumas vezes fico tão angustiada
que me perco chorando no caminho de volta para casa.
E a razão para todo rebuliço
que me embrulha o estômago
deixa de ser clara.
Passa a ser quase tudo o que me rodeia.
Inclusive você.

Tombo.

O amor.
Me enche.
Igual bexiga de gás.
Faz levitar.
Guiar solta no ar.
Deixo-me levar.

Levanto cedo, ganho energia.
Beijos, abraços, promessas.
Anseio melhoras.
Vejo as cores do mundo.
Sinto muito, tudo.
Me faz prazer.
Renova-me.
As vontades.
As vantagens de ter com quem
compartilhar meu dia a dia.

Mas, em contra partida, se ele acaba me mata.
Me faz ficar de cama.
Cheia de angústias e culpas.
E desejos de te ver por mais uns dias.
E vontade de sentir de novo a
novidade que só o amor nos dá.
Deu.
É passado. Onde finjo não perceber.
Faço-me de boba. Tonta, de trouxa.
Me deixo usar.
Porque mesmo se você voltar
e dormir aqui ao meu lado.
Mesmo que fique por um dia inteiro
só para me consolar.
E faça meu almoço, colo, carinho e desculpas.
De nada adiantará. Mesmo assim eu finjo.
De propósito, doo.
Toda angústia assim
passa a ser maior que nós.
Corroi-me por dentro.
Me come.
Faz um estrago maior.
Maior que o amor que um dia achamos
que sentimos um pelo outro.
Maior que suas mentiras.
Maior que nossos sonhos.
Que terminam em pequenas doses de desaforos.

A angústia.
Me transborda.
Igual bexiga de gás.
Faz levitar.
Solta no ar.
E lá em cima, no alto, estoura.

Monday, August 03, 2009

é mês do cachorro louco!

Escuta aqui!

COLUNA SEMANAL
por Gabrielle Machado

A Band of Skulls é nova, formada no ano passado,
mas o som tem a qualidade das bandas dos anos 70.
Lançaram álbum em março desse ano,
chamado Baby Darling Doll Face Honey.
As faixas têm o peso que um bom rock combinado
com blues pode ter. Logo que ouvi achei bem parecido
com o Wolfmother, banda australiana que faz um
hard rock bem característico dos anos 70,
como Led Zepellin, The Who, Pink Floyd e outros.
A diferença do Band of Skulls é que também
podemos perceber um toque de White Stripes
e a ótima fusão de vocal feminino e
masculino em diversas faixas.
O cd inteiro é muito bom e as minhas preferidas
são I Know What I Am, Honest,
Death By Diamonds and Pearls, Patterns e Blood.

De Nova York, mais uma banda ótima que surgiu
no Brooklyn e faz parte, assim como o
The Pains of Being Pure at Heart
(que eu falei semana passada),
de uma nova safra de grandes bandas de rock americanas:
Crystal Stilts. Eles já têm alguns singles e EPs lançados
e o primeiro álbum, que saiu ano passado,
chama Alight of Night. O som que eles fazem
é um pop rock anos 80, que eu gosto de imaginar
como sendo um Joy Division menos melancólico.
A voz do vocalista é meio arrastada e grave e
me lembra bastante o Ian Curtis, vocalista do Joy Division.
Do Alight of Night as minhas preferidas
são The Dazzled, Crystal Stilts e The SinKing.
Tem também a ótima Sugarbaby, que vale muito pelo clipe,
onde eles pegaram um vídeo do youtube com umas meninas dançando
e colocaram a música em cima. Ficou muito bom!

E pra quem gosta de Yo La Tengo a dica é o cd novo,
Popular Songs, com lançamento previsto pra 8 de setembro,
mas que já vazou na internet. O Yo La Tengo é uma das bandas
que eu mais gosto e escuto. São americanos e já lançaram
inúmeros cds desde sua formação, em 1984.
São famosos por não se prenderem à um gênero musical,
mas sim de misturarem de forma genial rock,
pop, punk, folk, música eletrônica, etc...
Popular Songs é um álbum maravilhoso,
com músicas lindas. Recomendo ouvir ele inteiro,
de uma vez só. Não consigo escolher as minhas preferidas,
teria que dizer que prefiro o disco todo!
Espero ansiosamente pelo dia 8 de setembro,
para poder comprar um exemplar, de preferência de vinil,
e colocar na vitrola pra ouvir!

PARA FALAR COM ELA:
gabibilly@gmail.com
EEE!!!

Saturday, August 01, 2009

Quantos são os que não amam?

















Ontem saí com um amigo que não acredita no amor.
Basicamente fico tentando fazer com que ele mude de opinião.
Sou uma romântica convicta enquanto ele posa de solteiro convicto.
Mas nisso, eu é que não acredito.
Finjo.
Ontem pela primeira vez, passava das duas da manhã,
me peguei inconformada
com o fato dele viver assim. Sem expectativas.
Era quase uma mágoa criada.
Porque da maneira como ele trata seu coração e o dos outros,
coloca em dúvida tudo aquilo que julgo ser o mais prazeroso em viver.

_Estaríamos enganados?

Bom, sem amar não vivo.
Sem amor não sinto.
Tive dois, ou três desde os desesseis.
Quando um acabava outro comecava. Seguidamente.
Quando se esgotava eu sofria.
Quase morria.
Mas sobrevivia. Só.
Para amar outra vez.
E me entregava.
Com uma pressa calma.
Me deliciava.
Permitia.
Guiar, levar para qualquer lugar.
Me arrastava. Cuidava.
E amava, amava, amava.

-O amor é como um doce. O melhor.
Desses que a gente come bem devagarinho.
Cujo sabor permanece na boca por um longo período.
E você pode repetir sempre que quiser!
Prolongando-o até enjoar.
_Ah é éééé!?! Deus me livre!

Thursday, July 30, 2009

C A faz o dia seguir triste.

A palavra CÂNCER é proibida na minha família.
Isso coloca em dúvida a tal lei da atração.
Tudo bem porque nunca nem li nem assisti "O Segredo".


_E então mama, levou ela ao médico?
_Sim, ela está toda feliz hoje.
_E o que ela tem? Ele disse?
_C A.
_Ah? Câncer?
_Raãm.

Sunday, July 26, 2009

domingo

Chegou ao apartamento.
Fazia mais de um ano que não botava os pés lá.
Apertou a campanhia.
Seguiu um voz cansada.
Gritada sem força nem ânimo:
_Entre.
Abriu a porta e enxergou sua avó de cabeça baixa,
descalça, sentada em uma das cadeiras da sala de jantar.
_Cadê sua tia? Por que ela não veio me buscar?
_Oi Vó, eu pedi para vir no lugar dela.
Para te fazer uma surpresa.
_Ah.
Um silêncio monstruoso tomou conta do ambiente.
Abaxou-se sob os pés dela e começou a colocar delicadamente
as meias nos pés. Inchados. Depois, calçou-lhe os sapatos.
Com dificuldade. Fez uma graça, uma piada, mas
sua avó, especialmente naquela manhã, não estava para gracinhas.
Os olhos se cuzaram vagarosamente e tímidos.
Quando deu conta, as duas olhavam de novo para baixo.
_Como tens pés pequeninos vó?!
_36 como os seus.
Olharam-se novamente.
Rápido.
E pela primeira vez se enxergaram de fato.
Cruas, com suas verdades.
Não se desgrudaram.
Os cílios se mechiam pedindo calma e socorro.
Ao mesmo tempo.
As mais siceras desculpas.
Sentia-se mal.
Por todas as não visitas do ano.

Não era um habito preocupar-se com ela.
E depois que soube que ficou doente, não podia mudar
de comportamento. Vovó não gostava de ser paparicada
assim só de vez em quando. Ou se é sempre ou nunca!
E à elas faltava intimidade para isso.
Não pode telefonar para dizer o quanto sentia.
Percebeu que nem seu número possuía.
E aquela senhora debilitada que não
mais conseguia calçar o próprio sapato, era sua avó.
À quem pelo menos há vinte anos
não dava satisfação alguma.
Nunca mais havia saboreado a sardinha frita,
o cuscuz e a dobradinha.
Como se estes pequenos prazeres tivessem perdido
a importância com o tempo. Ficaram na infância dela.
Por isso ela sentia culpa.
Enquanto a avó talvez nem se importasse. Não percebesse.
Distraída com os outros netos e bisnetos.
E os problemas com o apartamento na Praia Grande.
Mas era manhã de um domingo e o encontro
entre elas pesou-lhe sobre os ombros.
Estendeu a mão.
A avó segurou firme em seu braço.
Levantaram-se. Uma apoiando na outra.
Seguiram o mesmo caminho.
Dessa vez num silêncio tranquilo.
Não era preciso dizer nada.

Saturday, July 25, 2009

ah,ah,ah

hoje bem cedinho:

_Obrigada.
_Do que?
_Por me fazer feliz.
_Ah, de nada.

E mais isso tudo!

COLUNA SEMANAL
por Gabrielle Machado


Hoje eu vou falar da Laura Marling,
que mencionei no post passado.
Ela já fez participações com várias bandas,
entre elas, o Noah and the Whale,
e no começo do ano passado lançou álbum solo,
chamado Alias I Cannot Swim. Laura tem 19 anos,
é da Inglaterra e tem uma voz muito doce.
As participações que faz deixam as músicas
mais lúdicas e bonitas, como por exemplo em Young Love,
do Mystery Jets. O timbre da voz dela às vezes me
lembra um pouco a Joan Baez, que eu amo.
É difícil falar as faixas que eu prefiro,
porque eu realmente gosto do cd como um todo
(coisa rara de acontecer comigo),
mas as que eu tenho mais escutado são: Ghosts,
Tap at My Window, My Maniac and I e Old Stone.

E agora, saindo um pouco da Europa,
eu tenho ouvido bastante o The Pains of Being Pure At Heart,
banda independente de Nova York. O primeiro álbum lançado
foi no começo desse ano, com o mesmo nome da banda
(ótimo nome, aliás). O som deles é aquele rock indie bem feito,
animado, com boas melodias, que deixam você cantarolando o dia todo.
Às vezes algumas faixas dão a impressão de serem mais do mesmo,
um pouco iguais demais, mas isso não faz com que não seja um bom trabalho.
Ao contrário, acho que é um bom cd, ótimo pra ouvir bebendo com os amigos,
dando risada, aproveitando o tempo de uma forma boa.
As minhas preferidas são Young Adult Friction,
This Love Is Fucking Right e Come Saturday.

Por último tem o Dear Reader, da África do Sul.
Em 2006, quando se juntaram, a banda se chamava Harris Tweed e,
com esse nome lançaram o primeiro cd, The Younger.
Já com o nome novo, eles lançam o ótimo Replace Why With Funny,
com muitas faixas boas. As que eu mais gosto são Bend, Great White Bear,
Dearheart e What We Wanted. Como a Laura Marling,
eu gosto do cd deles como um todo, é gostoso de ouvir e
tenho a sensação de ser levada pelas faixas pela voz da vocalista,
que é doce, mas ao mesmo tempo energética.
Recomendo muito esse álbum!(e o site deles é muito lindo!)

PARA FALAR COM ELA:
gabibilly@gmail.com

Wednesday, July 22, 2009

resultado

Elaborou mentalmente
e aleatóriamente umas questões para ele.
Onde a única regra do jogo era
“Ela faz as regras”.
E decide quando se acerta ou erra.

Vamos lá?!
Escolha!

Homem ou mulher?
Saudade ou preguiça?
Um bom livro ou um bom filme?
Um bom dia ou uma boa noite?
Para hoje, aventura ou monotonia?
Rotina ou roooooootina?
Um grande amor ou uma bela trepada?
Um grande amor com muitas belas trepadas ou sucesso na carreira?
Sucesso na carreira ou família?
Filhos ou filha(o)?
Seus amigos ou meus amigos?
Sua família e minha família ou só nós dois?
Penne ou bolinho de arroz?
Café da manhã em casa ou na padaria?
MAM ou Estação Pinacoteca?
Praia, areia e vendedores de tudo ou o conforto do nosso lar?
Cinema da augusta ou da consolação?
La tartine ou Belfiorinho?
Festa de casamento ou reunião no bar com amigos recém divorciados?
Agora aos 30 ou quando tinha 20 anos?
Erudita ou rock?
Bolo de fubá ou mexirica?
Uma tarde na cama ou na livraria?
Cerveja ou vinho?
Cuidado ou excessos?
Cabelos longos ou raspados?
Salto alto ou tenis?
TPM ou mal humor sem motivo hormonal?
Sorriso logo cedo ou no final do dia?
Doce ou salgado?
Câncer ou AIDS?
Bicicleta ou patins?
Sol ou chuva?
Sushi ou por favor, qualquer outra coisa?!!
Meu desenho ou sua música?
Sexo de manhã, de tarde ou de noite?
Sexo de manhã, tarde e noite ou préviamente agendado?
Calada pensando ou soltando palavras amenas sem pensar?
Amêndoas em cima da salada ou do sorvete?
Café ou chá?
Coca-cola?
Água com ou sem gás?
Prefere dormir na direita ou na esquerda?
Teatro ou vida real?
Rápido ou bem devagar?
Tranqüila ou normal?
Cachorro ou gato?
Vamos dormir agora ou daqui a pouco?
Desliga a tv? Sim?
Parabéns, você acertou quase todas...

dimensão

A impressão que eu tenho é que
a medida que eu vou crescendo,
os dilemas crescem comigo.
Somos proporcionais.

Saturday, July 18, 2009

A partir de segunda, partida ao meio!

LP indica para semana que vem:

Só a Gabi para nos fazer ouvir, assim:

COLUNA SEMANAL

Florence Welsh é o nome da cantora inglesa que eu não paro de ouvir.
Ela se apresenta com a banda, Florence and the Machine,
e tem sido muito elogiada pela mídia britânica,
principalmente pela BBC. Seu primeiro álbum, Lungs,
foi lançado semana passada, dia 6 de julho, e desde então
tenho escutado todos os dias! Já tinha ouvido os singles,
mas queria ouvir o trabalho todo.
A voz dela é o que mais me cativa, muito poderosa.
Das faixas do álbum, as minhas preferidas são as que mostram
mais o quão bem ela canta, como por exemplo:
Dog Days Are Over, Girl With One Eye, My Boy Builds Coffins e Bird Song.
Mas além da voz linda, as letras são muito boas e as melodias
muito bem cuidadas. Por receber tantos elogios antes
mesmo do primeiro cd ser lançado, a produção de Lungs foi grande e cara,
gerando uma grande expectativa pelo público e crítica.
O álbum foi parcialmente bem recebido, mas tem quem
acha que a quantidade de instrumentos esconde o fato
de que os acordes são fracos. Na minha opinião isso acontece
em algumas faixas, mas nada que faça com que o cd fique em si, fraco.
Até porque é o primeiro trabalho da Florence.
Ah, outra dica é o cover que ela fez de Hospital Beds,
da banda americana Cold War Kids.

Ainda na Inglaterra, outra banda que eu tenho ouvido muito é Noah and the Whale.
O primeiro álbum lançado, em 2008, é o ótimo Peaceful, The World Lays Me Down,
com participação da Laura Marling. Sempre que eu escuto esse cd eu me
imagino viajando, de carro, passando por paisagens bonitas, com sol e amigos.
Já o segundo álbum, The First Days of Spring, com lançamento oficial para 31 de agosto
desse ano (mas que já vazou na internet) é mais calmo e fala sobre relacionamentos.
É muito bom também, mas ainda prefiro as músicas mais animadas do primeiro.
Entre as que eu mais gosto, dos dois cds, estão 5 Years Time,
2 Atoms in a Molecule, Rocks and Daggers, Love of an Orchestra e Blue Skies.

E por último tem a nova banda do Jack White,
do White Stripes, chamada The Dead Weather.
Fazem parte, além do Jack White, Alison Mosshart (The Kills),
Dean Fertita (Queens of the Stone Age) e Jack Lawrence (The Racounters).
O cd, Horehound, lançado há três dias tem recebido ótimas críticas.
E merece, já que é realmente muito bom, se você gosta de
rock com um pouco de country, punk, blues,
tudo misturado, às vezes meio cru.
Eu amo, e achei que o cd está muito bem acabado,
com ótimas letras e melodias diferentes e marcantes.
Por enquanto, as minhas preferidas são I Cut Like a Buffalo ,
Hang You From the Heavens e Bone House.

FALE COM ELA:
gabibilly@gmail.com

Wednesday, July 15, 2009

Memória - 01.

04.

Teve um dia em que teu pai te batia
e me dizia ao telefone:

_A culpa é toda sua!
A culpa é sua da minha mulher estar em depressão.
A culpa é sua por ele estar assim. Não ligue mais.

E ele te batia, te batia.
E eu ouvia, do outro lado da linha você chorar.

Tuesday, July 14, 2009

Pensou nos primeiros 4 minutos do dia:

Daqui a pouco é agosto.
Gosto do frio quando está calor
e do calor quando está frio.
Nunca estou satisfeita!
Sexo de manhã me da preguiça de sair da cama.
Mas tudo bem porque cada dia é mais difícil de sair da cama.
Se fosse possível, hoje não saía da cama.
Ser adulto é chato.
É isso. Sair da cama cedo.
Não entendo como os adultos
conseguem ser adultos há tanto tempo.
E minha mãe que é adulta já há pelo menos 30 anos.
Coitada. Como ela aguenta?!
Acho que a solução é mesmo ter uns filhos.
Mas pensa, onde estariam agora?
Se Deus existir, bem bonzinho e me achar merecedora,
dará além de filhos, netos pra mim.
Tudo em seu tempo e em seu devido lugar.
Hoje vou caminhando. Definitivamente não gosto de dirigir.
Nem de me arrumar para casamentos.
Não me lembro do nome daquele
seu amigo que se casa no sábado.
Merda! Preciso lembrar do nome!
Preciso lembrar do nome!
Senão, de novo vou chegar na Cleusa Presentes
como fiz ontem e não saberei a que lista pertencemos.
Apesar de que, todas as listas devem ser meio iguais.
Milhares de pessoas se casam neste sábado.
É... Legal as pessoas casarem.
[um meio sorriso]
Ontem você teve uma espécie de ciúme.
É eu vi! Percebi! Tudo bem vá...
A noite vou fazer funcionar a nova máquina
de lavar que ocupa junto da velha toda nossa lavanderia.
Se é que posso chamar aquilo de lavanderia!
Vou colocar a máquina velha na sala.
Tipo decoração. É, uma solução.
É... Não vejo a hora de mudar.
Apesar disso nunca ter passado pela minha cabeça!
Parece perfeito.
Olha, estou bem humorada!
Obrigada, a culpa é sua!
Estou atrasada.
Merda!
Ainda tenho que passar na Cleusa,
me perder nas listas e comprar algo
com a cara de alguém que não conheço.
Queria mesmo é comprar uma bicicleta
e consequentemente um capacete.
Preciso ir ao médico,
mas vou tentando me consertar sozinha.
É meu jeito.
Xiii, está sangrando meu nariz.
Igual ontem. E amanhã, provavelmente.
Gostaria de respirar.
Mais e melhor.
Não é nada demais né?!
Só fazer o ar entrar.
E sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.

Friday, July 10, 2009

Satisfação garantida ou dinheiro de volta.

Eu quero as coisas mais simples.
Que de tão simples parecerem,
ninguém as deseja como eu.
Tanto.
Não me importo com o resto.
Que aos outros é o todo.
Só, quero o que há de mais simples aqui dentro.
E quero tanto, mas tanto, que acho que
se ainda não possuo é porque não mereço.
Descontento.
E é num total incorformismo que te imploro.
Dai-me aqui este conforto.
Vamos encher nossa casa disso que vos digo.
Parece-te banal.
Mas não é.
Sofá,
nem cama ou a tv de plasma.
Desejos comuns.
Não é eletrodoméstico, nem uma jóia.
Nenhuma viagem.
Nada disso.
Não planejo móveis.
Cristais quebram.
Talheres se perdem.
Não é fácil.
Minha satisfação garantida.
Não disse isso.
Em momento algum.
Desde que te desconheço.
Tome seu dinheiro de volta.
O que eu quero não existe para comprar.
Mas neste exato instante em que te escrevo,
sinto-me repleta desse meu bem.
Estar.

Thursday, July 09, 2009

+ músicas de Gabrielle Machado.

COLUNA SEMANAL
o que Gabi ouve:

Hoje eu vou falar um pouco mais de bandas suecas.
A Lykke Li me fez lembrar de outras coisas bem legais
que estão sendo feitas por lá.
A primeira delas é o Shout ou Louds,
que lançou seu primeiro cd em 2003,
o Howl Howl Gaff Gaff .
Em 2007 eles lançaram seu segundo álbum, o Our Ill Wills .
O som que eles fazem tem muita influência do
The Cure e um pouco de Morrisey também.
A música Very Loud faz parte da trilha do filme Nick and Norah’s Infinate Playlist
(muito legal e com trilha sonora ótima- tem o Bishop Allen, Vampire Weekend, entre muitos outros).
Eles já estiveram no Brasil, no ano passado,
para a Invasão Sueca, um projeto em conjunto com o governo da Suécia
que possibilita que os artistas do país façam turnês
em diversos lugares do mundo, entre ele, o Brasil.
Outra banda que já ta há algum tempo fazendo seu trabalho
é o The Concretes, bem popular na cena indie de Estocolmo.
O primeiro álbum lançado foi o Boyoubetterunow
em 2000 e estão gravando um novo para ser lançado ainda esse ano.
As músicas são simples, bem arranjadas e gostosas de ouvir.
Por último tem a Ida Maria, que não é sueca, é norueguesa,
mas mora em Estocolmo.
A música dela é um rock mais cru e a voz dela me
lembra muito a Julliete Lewis, do Juliette and the Licks (que eu adoro).
Ida tem um álbum lançado, o Fortress Round My Heart, de 2008.
Entre as faixas que eu mais gosto estão Oh My God, Stella
e I Like You So Much Better When You’re Naked.

PARA FALAR COM A GABI...gabibilly@gmail.com

Tuesday, July 07, 2009

muda

_Você é muito palavra!
_Está dizendo que eu falo demais?
_Não. Mas você é isso. Escreve, coloca no papel.
Você não fala, mas pensa demais.
_Como se isso fosse ruim...
_Não percebe que só você sofre?
Constrói narrativas para
suas histórias, transforma, complica.
Quando é tão mais fácil que isso...
Sinta, é simples.
_E sentir é simples?

Monday, July 06, 2009

s o l a













Comprei sapatos novos.
E espero que eles me levem à outro lugar.

Saturday, July 04, 2009

Apartir do dia 06!

verbo

Eu vou.
Tu vais.
Ele vai.
Nós vamos.
Vós ides.
Eles vão.

Sensível

Ela tem alergia do frio e do sol.
Devia viver numa redoma de vidro.

À nossa vidinha idiota.

Levanta as 6:30h e se já não estiver atrasada,
sai para correr.
Quando ele precisa estar muito cedo na filmagem,
ela faz seu café.
Às vezes, esta refeição,
a mais importante para ela, não tem espaço.
Pulam!
Ao trabalho.
Por doze, quatorze horas seguidas.
E esta prática diária que só se exclui aos domingos
exige dos dois esforços físicos e mentais.
Ontem por exemplo, saíram juntos às 7h de casa.
Voltaram por volta das 21h.
Ela fez o jantar.
Mas antes comeu umas besteiras de aperitivo.
Tipo ovinhos de amendoim.
Que para ela deveriam chamar ovinhos de dinossauro,
seria muito mais divertido!

_Luiza, você já viu ovos de dinossauro?
_Não, mas não parece?

Abriram um vinho, mas não beberam nem meia taça.
Mal falavam de tão exaustos.
Ela, cansada de sua própria voz,
pensava na semana que acabava outra vez.
Não fez as unhas, não cortou o cabelo, mas foi ao dentista
e leu o jornal todos os dias!
Então, o saldo do cuidado com si própria,
deu positivo para a primeira semana do mês de férias dos outros.
Jantaram em silêncio, olhando para TV.
Falaram mal da novela, como de hábito.

_Por que a gente assiste a esta novela?
_Para odiá-la talvez.

Deitaram em seguida.
Na cama desarrumada da noite passada.
E dormiram com as pernas entrelaçadas.
De longe, até pareciam felizes.

Friday, July 03, 2009

Quer saber? Eu recomendo!

Márcio e Cecília

Machado, Gabrielle

Gabi é minha cliente/amiga e apartir de hoje também
colaboradora desse blog. Escreverá semanalmente sobre música.
Já que LP confessa, não tardiamente que de música não entende.
Espero que gostem das dicas dela porque eu simplesmente amei!


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Bom, eu to ouvindo mto mto essa moça que chama Lykke Li,
tem umas músicas bem fofinhas e calmas,
um amor!Ela é da Suécia.

Tem também o Camera Obscura e o Bishop Allen.
O Camera Obscura tem umas músicas que me lembram
um pouco o Roberto Carlos, meio Garotas Suecas, sabe?
Enfim, não sei se vc já escutou, mas eu adoro a French Navy,
muito bonitinha. O Bishop Allen é mais animadinho,
gosto bastante tb, e tenho escutado bastante
a The Lion and the teacup.
Eles me lembram um pouco a Band Marino,
bem legal tb.

E por último tem o Phoenix, beem legal tb,
lançaram cd novo esse ano.
E se vc gosta de uma coisa mais folk tem o
The Felice Brothers, dos USA, beeem legal,
umas músicas animadas e meio country/folk!
E ah, só pra não esquecer, não sei se vc gosta de Bob Dylan,
mas o último cd dele tá foda!
Principalmente a música Beyond here lies nothing...mto boaaa!
Usaram na minha série favorita, True Blood!ótima tb,
por sinal, se der, assistaaa!


[PARA FAZER CONTATO: gabibilly@gmail.com]

Monday, June 29, 2009

Ou sadia.

Ficou indignado.
Decepcionado.
Até parecia a guria de tão chateado.
Ao ouvir o que um dia fez com ela.

Antes de partir.

à vontade.













Agora há na minha mesa:

Uma tesoura para recortar.
Uma agenda para anotar.
Um boleto para pagar.
Meu celular para te ouvir.
Dois DVDs para queimar.
Uma calculadora para somar.
Uma caneta para desenhar.
Um TOY ART que tenho que entregar
Meu computador para registrar.
Duas réguas para te medir.
Vários pincéis para pintar/colorir.
Um estilete para nos separar.
Uma garrafa d’água para não esquecer de tomar.
Um molho de chaves para a noite seguir.
Uns tecidos para modelar.
Algumas idéias.
Muitos detalhes.
E uma vontade louca me levando à outro lugar.

Friday, June 26, 2009

para amanhã bem cedo.

Quero contigo viver
Aprender.
A andar em seu tempo.
Porque chego a conclusão que estar
à frente não é bom negócio.
De nada adianta.
Só faz sofrer de ansiedade.
E ainda, bem devagarinho.
Me irrita!
Portanto, quero caminhar ao seu lado.
Passo a passo.
Se correr, eu corro.
Se parar, eu paro.

Decididamente é com você que quero fazer planos.
Logo eu que nunca planejei nada na vida.
Quero fazer uma lista.
Programar-me contigo.
A longo prazo.
Sem te perder de vista.

Farei uma tabela periódica de nós dois.
Pelo menos uma boa e longa viagem na vida.
E belos retratos.
Quero jantar sempre em sua companhia.
E ter disposição para preparar
nosso café caprichado.
Fazer exercícios, mesmo sozinha.
Deixar-te com preguiça aos finais de
semana em cima da cama.
Gosto de te observar...
Sentir saudade por tão pouco.
É assim que sem culpa, ligo no meio da tarde.
Atrapalho-te para dizer “Amo” de novo.

Por mim, passava o resto do meu tempo ao seu lado.
Teríamos nossos filhos mimados e bem vestidos amanhã.
Logo ao acordarmos. Já imaginou?
Minha Nona conhecendo João e Lídia?

Seria o melhor trecho do filme de nossas vidas.

Thursday, June 25, 2009

Tuesday, June 23, 2009

INSCRIÇÕES ABERTAS!

















curso livre e prático de moda intensivo - julho 2009
inscrições no nosso atelier - rua da penha, 1126
Sorocaba - SP fone: 15.3234.3821

Sunday, June 21, 2009

Onde foi parar meu dente?

Rita perdeu o dente.
De leite.
Bem da frente.
Até aí tudo bem.
O problema de Rita é que ela
não sabe onde ele foi parar.
Não sabe o paradeiro de seu próprio dente.
Não sabe nem se o engoliu.
Hoje pela manhã abriu o primeiro sorriso do dia
frente ao espelho do banheiro e percebeu a falta do dente.
Gritou de susto.

_ahhhhhhh!
Chamou seu irmão para ver o desaparecido.
_Olhe!
_O que? disse Dudu sonolento.
_Repare, perdi meu dente. Bem este da frente!
_ahahahhah!
_Não é engraçado!
_Lógico que é!
_Tá bom, é engraçado. Mas e agora?
Tenho que achar meu dente!
_Rita, diga-me a verdade.
Onde foi que você o escondeu?
_Dudu, eu não sei. Ai! Será que eu engoli
meu dente enquanto dormia?
_Não... Não é possível.
Você teria se engasgado. Bem, eu acho...
Que tal procurarmos?
_Sim! Mas onde?
_Começamos pelo seu quarto.

NO QUARTO
_Nossa, mas que bagunça!
Reviraram todo o quarto de Rita e nada encontraram.
Quer dizer, encontraram de tudo, menos o dente de leite.

_Depois que você acordou, qual foi a primeira coisa que fez?
_Fui à sala e liguei a TV.
Então, vamos lá ver se encontramos o fugitivo.
_Quem?
_O seu dente!
_Ahh! Boa!

NA SALA DE TV
Reviraram todas as almofadas e nada.
_Rita, você tem certeza que ontem quando foi se deitar
para dormir esse dente estava em sua boca?
_Mas é lógico! Eu me lembro de ter escovado
meus dentinhos e ele estava bem aqui onde agora habita o vazio.
_Bom, deixa de ser trágica. Sejamos práticos!
Depois da sala de TV, onde é que você foi?
_Não me lembro.
_Tente se lembrar, vamos! Aconteceu há poucas horas atrás.
_Hummm. Eu fui até a cozinha para ver se havia café da manhã.
_E alguém já havia acordado?
_Não. Então eu voltei para cama,
pois percebi que era muito cedo.
A mamãe e o papai ainda nem tinham se levantado!
_Então, sinto muito minha irmãzinha, mas acho que você engoliu esse dente.
_Xiiiiii...
_E agora vai nascer uma árvore de dentes dentro da sua barriga!
_Isso é mentira!
_Não é não! Você verá.

Rita ficou inconformada com a perda do dente de leite.
E realmente preocupada com o nascimento de
uma árvore de dentes dentro da sua barriga.
Voltou para o seu quarto disposta a recomeçar as
buscas por seu dente de leite da frente.
Procurou novamente em cima da cama, debaixo dela,
entre os brinquedos da estante...
Chegou a pensar até que a fada do dente,
aquela que troca os dentes recém caídos por pequenos presentes,
havia levado seu dente sem deixar nada em troca.
Quando sua mãe chegou à porta do quarto e
viu aquela bagunça toda e Rita debruçada ao chão como se procurasse
uma agulha no palheiro, foi a vez dela de inconformar-se.

_Rita! O que está acontecendo?
_Mamãe, perdi meu dente!
Pior do que isso, estou achando que o engoli
e agora vai nascer na minha barriga uma árvore de dentes.
A mãe de Rita riu.
_Você acha que é possível mamãe?
_Não Ritinha! Uma hora acharemos esse seu dente.
Agora venha, vamos tomar café da manhã. Você me ajuda a por a mesa?
Ela balançou a cabeça não muito animada.

Rita meio tristonha foi com a mãe para cozinha
e a ajudou na organização do café.
_Rita, por favor, pegue a manteiga que está dentro da geladeira.
Ah, e o queijo.
_Sim! Mas mamãe, onde está o queijo? Não estou encontrando...
_ Está aí, ao lado da goiabada!

Foi então que ela avistou a amada goiabada.
Não havia nada na vida que Rita gostasse mais que goiabada.
Variava. Com queijo branco, com requeijão.
Goiabada e Rita era igual paixão! Ela amava!
Sim e o queijo estava ali, bem ao lado da goiabada.
Ah... A goiabada!

_Credo! Tem um dente na minha amada goiabada! Mamãe olhe isso!

Rita incrédula e sua mãe desconfiada.

_Rita, qual foi a primeira coisa que você fez hoje quando acordou?
_Liguei a TV.
_E depois?
_Vim até aqui para ver se já havia café da manhã,
mas não tinha. Nem ninguém havia acordado.
Então achei melhor voltar para cama.
_E aí?
_Bem, aí antes de voltar para o meu quarto eu abri a geladeira
e dei uma mordidinha nessa goiabada. Acho que esse dente é meu.
_Muito bonito, não?!

E as duas caíram na gargalhada!

Enfim, Rita achou seu dente de leite da frente.
A árvore de dentes não ameaçou nascer em sua barriga.
A fada do dente não a traiu.
O que a fez seguir em frente, feliz da vida, comendo goiabada sempre.
E vira e mexe todos da casa de Rita lembram-se dessa história
que rende longas e boas risadas!

Thursday, June 18, 2009

sonho

Te contei?
Que sonhei com você.
Que te encontrava na rua.
Assim, do nada, no meio de todos.
E parava.
E olhava.
E sorria.
Retribuía aos olhos teus.
Enquanto os outros me diziam que era um absurdo.
Que jamais deveria eu conversar de novo contigo.
Nem dar-lhe ouvidos.
Que deverias pagar por todo mal que nos fez passar.
Te contei?
Que foi um pesadelo.
Desses que depois a gente se pergunta
será que foi verdade?
Pegava-te pelo braço, como fazia de habito.
Te encarava sem medo.
E perguntava algo sobre sua felicidade.
Você me respondia com um gesto sincero.
Eu disfarçava.
A gente se abraçava.
Assim, como se não houvesse mais rancor entre nós.
Como se não houvesse mais espaço
para este tipo de sentimento.
Ou tivéssemos nos curado.
Com o tempo.
E que naquele momento
só desejássemos coisas boas um ao outro.
Te contei?
Que no meu sonho você me parecia
melhor do que realmente é.

Saturday, June 13, 2009

Missão Cumprida.

Todas as manhãs, levanta bem cedo para correr.
Repete esta prática há pelo menos dois anos.
Faça frio ou faça sol, ela calça o tênis e sai rua afora.
De Ipod no ouvido para distrair.
Dando socos no ar.
É quase uma coreografia desajeitada.
Quando passa em frente aos guardas de esquina, disfarça.
Mas em seguida, relaxa e solta seus socos em todas as direções.
No alto, embaixo, em cima, de um lado, do outro.
É uma luta!
Ela luta sozinha nas ruas às seis da manhã.
Sim, sei que pode parecer loucura...
Mas não é! É apenas estranho.
Para quem a vê de longe.
Não à aqueles que a conhecem. Bem...
Nesta manhã de sábado ocorreu na cabeça dela uma dúvida.
Perturbadora que a acompanhou nos primeiros vinte minutos de suor.

Quem recebe estes socos teus?

Houve um tempo que ela sabia que todos aqueles
movimentos certeiros eram focados em seu próprio peito.
Numa tentativa de tirar de lá uma dor, um amor.
Mas e agora?
Contra o que estás lutando?
Encontra-se feliz. De novo amando, profundamente.
Não deveria então permanecer em sua cama quente,
em seus braços, entrelaçadas as pernas nas dele?
O que te move sair de casa às seis da manhã nesse frio do cão?
Se ao menos tivesse um cachorro para levar passear e fazer companhia...

Nesta manhã ocorreu nela esta dúvida perturbadora.
Seguida de uma longa resposta balbuciada
na praça enquanto dava voltas em si mesma.

Estou correndo do azar.
Dando socos nas lembranças que eu não deveria lembrar.
Lutando contra a preguiça. Meu dia-dia.
Contra a rotina. Meu cansaço.
O mau humor que em mim é nato.
Estou em guerra com a ansiedade. A normalidade.
E com a balança, quase sempre.
Estou socando aqui meus erros.
Afastando tudo aquilo que me incomoda
e buscando melhorar.
Estou matando um tempo só meu.
Aos socos e pontapés.
Respirando o primeiro ar do dia.
Desviando dos carros, buracos e pedras.
Estou atenta às seis da manhã.
Lutando simplesmente.
Assim faço todos os dias.
Porque a vida me ensinou que sem esforços
não chego a nenhum lugar.
Não nasci vencida.
Mas fizeram-me cheia de disposição.
É por isso que eu corro.


As sete e vinte ela já estava de volta em casa.
Saída do banho, preparava um café para dois.
Arrumada, maquiada e penteada para mais um dia.
Parecia meio igual aos outros.

Friday, June 05, 2009

caminhos

















Eu sigo por aí.
Desde cedo.
Abrindo caminhos.
Roteirizando rotinas.
Correndo atrás dos sonhos que
acho apropriado à nós dois.

Eu vou por lá.
Bem longe.
Carregando as bagagens nas costas.
Sem reclamar do peso.
Do trânsito, dos calos, dos outros.

Eu ando rápido porque a história me fez assim.
Me mudo continuamente sem movimentos
bruscos que é para não assustar.
Escolho outros rumos por aqui,
donde não saio por teimosia.
Rabisco trajetos e invisto em nossos trajes.
Te faço mais belo.
Depois, relato baixinho, cansada,
no caminho de volta pra nossa casa,
as impressões do meu tênis azul.

Tuesday, June 02, 2009

vergonhas públicas

Tenho pensado sobre coisas vergonhosas a meu respeito.
Porque outro dia mesmo escrevi aqui que não
encontrava em mim algo que fosse impublicável.
Como se a vergonha não habitasse meu corpo tímido.
Em primeiro lugar, acho que em parte, menti para vocês.
Descaradamente.
E isso me é realmente vergonhoso.
Desculpem.
Tenho uma porção de situações assim para contar-lhes...
Que me fazem corar o rosto e os olhos encherem de lágrimas.
Cenas que escondo, tentando enganar minha própria memória.
Pra viver melhor. Fingindo ser melhor para eu mesma.
E para você.
Mas no fundo guardo uma lista com
o que em mim há de inaceitável:
E leio-a mentalmente todas as noites antes de dormir.
Numa busca por fazer diferente no amanhã.
E com o tempo, estas coisas impublicáveis a meu
respeito vão dando lugar a outras ações ou
inércias deste corpo que vos escreve.
Tão vergonhosas quanto!
Ao menos, renovam-se.
E este é meu lado mais positivo.

Perdoem-me.
Só quero que sejamos felizes agora.
Mas minha mania por perfeição faz com que
haja sempre novos itens na minha lista.
Assim, a felicidade mantém-se a alguns metros de nós dois.
E talvez este seja o maior dos meus defeitos.

Eu sou a tempestade num copo d’água.
Alguém que já implorou por amor.
Que subiu a rua augusta correndo e chorando atrás dele.
E se perdeu durantes longas tardes em seu apartamento.
Fingia não ver as drogas consumidas lá em casa.
Era mais fácil ignorar seu desejo pelo outro.
Sempre num tom cínico incontrolável.
Fazendo com que boa parte de sua saudade se desgastasse.
Junto de sua saúde.

Que se machuca.
Faz feridas enormes por dentro com uma caneta nanquim.
E ainda tem coragem de ter preguiça com o senso comum.
Mantém debaixo do travesseiro suas fraquezas,
alguns pensamentos, seu ciúme tolo e um silêncio...
Que incomoda.

Sunday, May 31, 2009

domingo

Num dia cheio de coisas para fazer.
Ela não consegue.
Seu corpo é quem manda.
Ela apenas obedece.
Mas a culpa é maior que tudo isso.
Vontades e desvantagens.
Sente-se então, agora, neste exato instante,
devendo a si própria.
Pode?

Friday, May 29, 2009

Para enfeitar as paredes!

Tem disso pra vender aqui!
na rua augusta, 2690 loja 328
2°andar - GAleria Ouro Fino
fone: 30823821

Thursday, May 28, 2009

Numa pequena entrevista:

_Agora, conte-me algo que seja impublicável de sua vida.
_Hummm... Impublicável?
_É! Algo de que se envergonhe ou
que ninguém saiba. Algo curioso sobre você!
Pausa.
_Olha vou te dar um exemplo. O "fulano ali"
contou-me que seu primeiro trabalho foi
como office boy do Amaury Júnior.
Silêncio.
_Mas isso é impublicável?
_Curioso?
_Não sei. No meu caso...
Talvez seja o fato de não haver em mim
algo que eu ache impublicável. Nossa, acho isso uma vergonha!