Tuesday, September 16, 2008

Casa comigo que eu te faço a mulher mais separada desse mundo!

Agora é assim que funciona.
Vamos nos amar, nos conhecer,
nos contorcer, trepar loucamente,
fazer o melhor papai\mamãe do planeta!
Vamos planejar ter filhos, uma casa espaçosa com livros
incríveis na estante e algumas plantas vivas;
tudo isso em três longos e duradouros meses.
Está de acordo?
Casa comigo que eu te faço o homem
mais amado desse mundo.
Mais bem cuidado, protegido e bem alimentado.
Com direito a almoço e jantares. E vinho tinto!
Porque meu bem, faz bem ao coração.
Então vem, casa comigo e fica aqui em casa por tempo.
Te faço café enquanto você invade minha cama,
meu espaço e deixa pedaços seus bem
espalhados por todo canto.
Sua camisa predileta no meu cesto de roupa suja.
Confort.
Espalha tudo, é tudo seu.
O que é meu é teu e eu, bem...
Sou sua por três meses, invariavelmente.
Aproveita! Relaxa, goza e espalha!
Esparrama...
Assim, quando for embora não serás capaz
de se recolher por completo.
Deixando à mim lembrancinhas suas
que de início vou odiar, depois me apegar e em três meses
elas estarão todas no lixo da cozinha.
Sem rancor algum.
Mas vem cá, casa comigo, não tenha medo.
Não teremos envolvimento.
No máximo fotos bonitas,
uns lençóis com nossas marcas e
mágoas maiores que nós.
Nada que não se supere nessa vida.
Afinal, três meses não é nada!
Somos adultos e desde o início
avisamo-nos que iríamos embora.
Então olha, não reclama!
E se eu voltei pra te fuder,
não reclama, porque sei que no fundo gostas.
Me disse.
No ouvido.
Noites atrás. E tem mais!
Duvido que não sinta minha falta!!!
Mas se sente, não me diga. Não me conte.
Aqui, baixinho no ouvido outra vez.
Não suporto saber.
Não quero.
Nem do seu novo namorado.
Não preciso dessa sua informação.
Não quero mais nada.
Você não tem o direito de contar,
nem desenhar, nem planejar um reencontro.
Mas você está bem?
Temo saudade.
Tenho.
Somos tão bem resolvidos.
Desde o início avisei que não queria, te querendo!
Que não daria certo.
Que a distância, distancia-nos.
E eu, bem não podia casar. Nem com você.
Emendando um amor no outro.
Amando a todos.
Sentidos.
Sentindo muito.
Sinto muito.
Casa comigo que eu te faço a mulher
mais separada desse mundo.
Mas cheia de experiências e madura.
Tão dura.
Que tem perdido a doçura.
Vale um perdão?

3 comments:

Ricardo Silveira said...

Delícia.

Rita Taraborelli said...

Luiza! Eis que surge com muita vida!

Line said...

Verdades devem ser ditas... perfect!!!
Sentimentos velhos sempre renovando-se.. mudando de ambiente