Tuesday, March 18, 2008

Ela não sabe o que fazer com o arquivo digital deles.








Estar solteira novamente significa que...

Vai ter que sair passear para não enlouquecer dentro de casa, paquerar.
Coisa que não sabe fazer. Levar seus vestidos meigos para rua.
Mas na noite ninguém olha para eles. E ela não olha para ninguém.
Falta-lhe sensualidade. Luiza se esqueceu de ser sensual ao nascer.
Não quer. Deixe-a viver. Vai sobreviver.
O fato é que ela vai ter que recomeçar.
O que seria para se reinicializar em agosto (quando ele fosse embora),
tem que ser já. E ela está numa preguiça de dar pena.
Mas ta aí, um sentimento que ela não se permite nem aos outros dela sentir.
Ela mostra-se forte. Só. Não foi trabalhar.
Desde sábado mantém-se em casa.
Saiu para almoçar com os olhos rasos d’água.
Horizonte feito de lágrimas.
Sem perspectivas nem esperanças.
Ela era a pior companhia, mesmo estando 2 kg mais leve. Apatia.
Sentindo se mal, ficou enfurnada. Não viu o mar do prédio mais alto.
Nem a casa imaginária lá na Lapa. Pediu para não sonhar.
Pra voltar para trás. Um médico.
Ela achou que talvez a solução estivesse lá.
Tarja preta. Na sarjeta.
Na sua sala de estar. Ela abriu um vinho e veio ao chão.
Desabafar. Falou com ele, que era doce e se acabou.
Feito cristal suas lágrimas titilaram ao chão. Quebrou seu coração.

O fato é que solteira novamente ela vai ter que se divertir,
e tem tido uma preguiça impressionante. Intensa.
Ela vai ter que sair. Paquerar, coisa que ela não sabe fazer.
Desde que nasceu ela não escolhe as pessoas.
Chegam nela. Efeito múltipla-escolha.
Não quer. Parece cansada. Parece 80.
E depois, viu-se aos 28, divorciada e agora separada.
Sente cansada, desolada. E não parece querer continuar.

Mas vai trabalhar amanhã.
Estudar na quinta feira.
Ir ao cinema sozinha na sexta.
E no sábado talvez sair para devanear.
Domingo vai para Buenos Aires.
Viajar. Mas sem se apaixonar...
Porque vai se controlar.
Agora sim com muito medo...
E o medo é a alegria dos burros.

5 comments:

Helga said...

Uma pena, pois eu estava adorando a historia do casal ruivissimo... Torci para vc igual a gente torce para a mocinha da novela ficar com o mocinho da novela, sabe? S� para ler o final feliz.

Ces't la vie... O amor acaba e a gente sobrevive...


Vai passar!

b'js

Helga

fernanda said...

Lu,
Saudades. Mtas.
Queria estar aí.
Te abraçar.
Conversar.
Tomar um café.
Saia pra dançar.
Te amo.
Fique bem.
Beijos.
Saudades again.

Dani said...

Lu
aiiiiiii
vou te ver.te dar um abraço
detesto ouvir qdo as pessoas dizem o tempo cura tudo, mas qdo isso acontece parece que esse tempo nunca vai chegar...
prefiro dizer que dói, mas passa.
eu ainda sinto levemente a minha aqui.
fique bem querida
adoro-te
um enorme beijo

Anonymous said...

Tristeza. O mesmo amor que constrói, destrói. Lembrando Augusto dos Anjos: "A mão que afaga é a mesma que apedreja". Não, não é para tanto. O Yin e Yang da vida existe para a engrenagem não emperrar. A Luiza poetisa não amadureceria tanto se não passasse por essa separação.
Bem e mal, branco e preto, tudo existe ao mesmo tempo. Juntos e separados. As vezes acho que sou apaixonado por você, não física, pois nem a conheço e, também, sou comprometido. Mas pela Luiza poética... alguém com a sensibilidade que eu sempre desejei. Gostaria de poder deixar você debruçar sua cabeça em meu colo, afagar seus cabelos e cantar, baixinho, quase sussurando: Há de surgir uma estrela no céu cada vez que "ocê" sorrir... Há de apagar uma estrela no céu cada vez que "ocê" chorar...

Ass. Um fã

Lili said...

Opa

Nem sei da atualidade deste post, mas assim como Cecília Meireles, aprenda com as primaveras a se deixar cortar, para poder voltar inteira.

:)

Beijocas

Alícia