Saturday, May 03, 2008
Monday, April 28, 2008
Uma dúzia de dúvidas duvidosas.
Quantas vezes você já se apaixonou na vida?
Quantas pessoas especiais já passaram por aí?
Quantas você já deixou escapar de suas vistas?
Quais são as chances disso realmente acontecer por vezes?
Quantos amores terá vivido aos cinquenta?
E depois dos cinquenta, quanto amores permitir se ia viver?
Sobreviverá?
Devo ficar feliz com minha angústia?
Cobra-me. Me cobre?
Devo estar satisfeita com tudo isso que você me dá?
Pode me dar só a metade?
Podemos ir só hoje ao cinema?
[cada um com seu filme]
[cada um com seus problemas]
[cada qual com seu cada um, como diria meu pai]
Quantas pessoas especiais já passaram por aí?
Quantas você já deixou escapar de suas vistas?
Quais são as chances disso realmente acontecer por vezes?
Quantos amores terá vivido aos cinquenta?
E depois dos cinquenta, quanto amores permitir se ia viver?
Sobreviverá?
Devo ficar feliz com minha angústia?
Cobra-me. Me cobre?
Devo estar satisfeita com tudo isso que você me dá?
Pode me dar só a metade?
Podemos ir só hoje ao cinema?
[cada um com seu filme]
[cada um com seus problemas]
[cada qual com seu cada um, como diria meu pai]
Tuesday, April 22, 2008
Mantenha-se no Fundo do Mar.
Ela leu.
Ostra feliz não faz pérola.
Sorriu.
Mas logo esmoreceu.
Queria um colar todo só pra ela.
Ostra feliz não faz pérola.
Sorriu.
Mas logo esmoreceu.
Queria um colar todo só pra ela.
Wednesday, April 16, 2008
Vide o Verso!
Tuesday, April 15, 2008
Harmonia!
Para ela a vida precisaria caminhar como na orquestra.
Foi com ele.
Orquestra Experimental de Repertório.
Traje de domingo às 11 horas da manhã.
O que se pode esperar?
Ela vestia vestido e filtro solar, ele bermuda.
Calçado oficial da dupla: tênis.
Entraram no Teatro Municipal de São Paulo, rumo à bilheteria.
Barrados por duas senhoras gentis que lhes ofereceram convites.
Sorriram de susto.
É de graça repetia uma delas, diversas vezes.
Mas nada nessa vida é de graça, Luiza sabe bem.
Algo estava por vir.
Tensiona.
Antes de sentar na poltrona rebuscada e dura,
sem encosto para a cabeça
(porque senão a gente dorme), água.
Sem gás. Sem gelo. Bem pouca graça.
Ele concentrou-se no jornal.
Era um homem de bem poucas palavras.
Estava razoavelmente cheio.
Adentram.
E lá vem a senhora que lhes deu os convites.
Senta-se na frente e puxa conversa.
Engata. Está vendo, nada é de graça...
Tenho certeza de que ela acha que somos irmãos.
Sorrimos de novo, igualzinho da primeira vez.
Sorrisos gêmeos.
Ela troca telefones.
Insiste pelo nosso número.
Diz que vai ligar toda vez que tiver
uns convitinhos sobrando.
Pergunta meu signo e a classe social a que pertenço.
Sorrio. Ele já não sorri.
Primeiro sinal.
A terceira idade comparece ao show
com dificuldades para caminhar.
Atrasa o espetáculo.
Mas tudo bem, hoje é domingo, não temos hora.
Os músicos começam a ocupar seus lugares no palco.
O regente, o piano de calda e a
pianista com vestido também de calda recebem palmas.
As mãos deles dadas não batem. Calma.
Ela observa os sapatos de todos. Arrepia-se.
Imagine as sandálias! Pode imaginar?
Fecha os olhos e pensa no dever de concentrar-se só no som.
E nas paredes. E no cabelo da mulher logo a sua frente.
E nos óculos daquele um.
Pára!
Entra o maestro. Ufa!
Todo homem de mais de quarenta,
meio careca, acha parecido com seu tio Sérgio.
Sente saudade.
Mas passa.
Como a primeira parte.
Distraiu-se com tantos detalhes captados por
seus olhos bobos e inquietos que não percebeu a cadência sonora.
Breve silêncio.
A senhora (dos convites) vira-se e pergunta:
_E aí, estão gostando?
Sorriem mais uma vez.
Ele foge para o banheiro.
Ela escuta a outra ela contar-lhe sobre
todos os espetáculos que já assistiu ali.
Percebem-se.
E todos os que ainda estão por vir.
Sim, dias melhores virão.
Ou a esperança dela, não dela; é a última que morre.
Olha o sinal!
Ele se acomoda meio incomodado ao seu lado.
Luiza olha com aquela cara de
“Querido sorria, estamos no teatro”.
Começa de novo. Tudo outra vez, mas diferente.
Variações do mesmo.
O maestro faz um enorme esforço com os braços.
Faz também caras e bocas e um barulho que ela,
de verdade, não queria ouvir.
Mas tudo bem, hoje é domingo...
E depois, LP nada entende de música.
Só. Diverte-se.
Com ele.
E já era uma vez, um domingo de sol no centro da cidade.
No caminho de volta para casa, enquanto ele falava,
percebeu-se uma mulher de poucas palavras.
Pode imaginar?
Exausta e vencida por seu próprio silêncio.
Foi com ele.
Orquestra Experimental de Repertório.
Traje de domingo às 11 horas da manhã.
O que se pode esperar?
Ela vestia vestido e filtro solar, ele bermuda.
Calçado oficial da dupla: tênis.
Entraram no Teatro Municipal de São Paulo, rumo à bilheteria.
Barrados por duas senhoras gentis que lhes ofereceram convites.
Sorriram de susto.
É de graça repetia uma delas, diversas vezes.
Mas nada nessa vida é de graça, Luiza sabe bem.
Algo estava por vir.
Tensiona.
Antes de sentar na poltrona rebuscada e dura,
sem encosto para a cabeça
(porque senão a gente dorme), água.
Sem gás. Sem gelo. Bem pouca graça.
Ele concentrou-se no jornal.
Era um homem de bem poucas palavras.
Estava razoavelmente cheio.
Adentram.
E lá vem a senhora que lhes deu os convites.
Senta-se na frente e puxa conversa.
Engata. Está vendo, nada é de graça...
Tenho certeza de que ela acha que somos irmãos.
Sorrimos de novo, igualzinho da primeira vez.
Sorrisos gêmeos.
Ela troca telefones.
Insiste pelo nosso número.
Diz que vai ligar toda vez que tiver
uns convitinhos sobrando.
Pergunta meu signo e a classe social a que pertenço.
Sorrio. Ele já não sorri.
Primeiro sinal.
A terceira idade comparece ao show
com dificuldades para caminhar.
Atrasa o espetáculo.
Mas tudo bem, hoje é domingo, não temos hora.
Os músicos começam a ocupar seus lugares no palco.
O regente, o piano de calda e a
pianista com vestido também de calda recebem palmas.
As mãos deles dadas não batem. Calma.
Ela observa os sapatos de todos. Arrepia-se.
Imagine as sandálias! Pode imaginar?
Fecha os olhos e pensa no dever de concentrar-se só no som.
E nas paredes. E no cabelo da mulher logo a sua frente.
E nos óculos daquele um.
Pára!
Entra o maestro. Ufa!
Todo homem de mais de quarenta,
meio careca, acha parecido com seu tio Sérgio.
Sente saudade.
Mas passa.
Como a primeira parte.
Distraiu-se com tantos detalhes captados por
seus olhos bobos e inquietos que não percebeu a cadência sonora.
Breve silêncio.
A senhora (dos convites) vira-se e pergunta:
_E aí, estão gostando?
Sorriem mais uma vez.
Ele foge para o banheiro.
Ela escuta a outra ela contar-lhe sobre
todos os espetáculos que já assistiu ali.
Percebem-se.
E todos os que ainda estão por vir.
Sim, dias melhores virão.
Ou a esperança dela, não dela; é a última que morre.
Olha o sinal!
Ele se acomoda meio incomodado ao seu lado.
Luiza olha com aquela cara de
“Querido sorria, estamos no teatro”.
Começa de novo. Tudo outra vez, mas diferente.
Variações do mesmo.
O maestro faz um enorme esforço com os braços.
Faz também caras e bocas e um barulho que ela,
de verdade, não queria ouvir.
Mas tudo bem, hoje é domingo...
E depois, LP nada entende de música.
Só. Diverte-se.
Com ele.
E já era uma vez, um domingo de sol no centro da cidade.
No caminho de volta para casa, enquanto ele falava,
percebeu-se uma mulher de poucas palavras.
Pode imaginar?
Exausta e vencida por seu próprio silêncio.
Friday, April 11, 2008
CSS
Discutiam debaixo das luzes
fluorescentes do Pão de Açúcar.
Segundo ela, na teoria turística dele,
Brasil é sinônimo de
Caipirinha, Samba e Sexo.
E ela não tem gingado algum.
[Vamos logo para casa?
Odeio esta luz...]
fluorescentes do Pão de Açúcar.
Segundo ela, na teoria turística dele,
Brasil é sinônimo de
Caipirinha, Samba e Sexo.
E ela não tem gingado algum.
[Vamos logo para casa?
Odeio esta luz...]
Monday, April 07, 2008
Friday, April 04, 2008
Pragmática, tem escolhido viver a dor.
Saturday, March 29, 2008
Hoje ela acordou sozinha.

O que mais ela deve querer?
Rodeiam-na os amigos.
Ligam e insistem para ela sair de casa.
Já passava da uma da manhã quando chegou a última mensagem.
Vinda do mais convicto, mais solteiro e divertido.
Ele implorava:
Vem! Vem!
Chegam mais tarde para mais um café antes das cinco.
Com ela juntam as histórias perdidas. Os cacos.
Separados, amontoam-se num escurinho
qualquer em busca de diversão.
Mas ela não está muito a fim de
levar seu sorriso para passear.
Aliás, tem sorrido pouco.
Não mais do que quatro vezes na semana.
Sorriso 01:
Ela chegava do interior e como de
habito estacionou seu carro na Oscar Freire.
Carregando a mochila e outros muitos pertences,
caminhou até a calçada onde cumprimentou
o guarda da loja de sapatos com um
“boa tarde” meio morno.
A resposta curiosa foi:
_Cuidado!
Seguiu sem entender. Pouco importava.
Mas surpreendeu-se com um abraço apertado dele
e a palavra saudade dita baixinho ao pé do ouvido.
O que a fez acreditar.
Sorriso 02:
Quarta-feira, rua augusta.
O encontrou sentado no café.
Fez-se um singelo elogio.
Disse que estava linda.
Ela não se sentia assim.
Reagiu com frio na barriga
no encontro do dia seguinte.
Mas este sem sorriso.
Estava apreensiva.
Sorriso 03:
Depois da frase
“Luiza, agindo assim, você está fadada ao fracasso!”.
Sorriso 04:
Agora pouco.
O ex.namorado de sua melhor amiga
veio visitá-la com a melhor trilha
sonora debaixo do braço. Gravou-lhe um CD.
O que mais ela deve querer?
[além de tudo ainda quer ser feliz a infeliz!]
Friday, March 28, 2008
Monday, March 24, 2008
Receita Caseira.

[para o amor próprio dela crescer]
Ontem foi dia de febre.
Sem almoço, nem jantar.
Acompanhada de quem programou sua ausência.
Disse que ficou para me cuidar.
Hoje foi dia de colo.
De pai e de mãe.
Deles, ganhei chocolates italianos.
Um prato enorme de batata frita e suco de limão.
Disseram que era para me levantar.
Permaneceram no mais absoluto silêncio,
ouvindo o meu soluçar.
Trouxeram uma tia.
A reportagem que saiu sobre meus textos
no jornal de domingo.
E minha melhor amiga para um chá.
O melhor remédio é remediar.
Friday, March 21, 2008
Pão de Açúcar é lugar de gente feliz.
Tuesday, March 18, 2008
Ela não sabe o que fazer com o arquivo digital deles.

Estar solteira novamente significa que...
Vai ter que sair passear para não enlouquecer dentro de casa, paquerar.
Coisa que não sabe fazer. Levar seus vestidos meigos para rua.
Mas na noite ninguém olha para eles. E ela não olha para ninguém.
Falta-lhe sensualidade. Luiza se esqueceu de ser sensual ao nascer.
Não quer. Deixe-a viver. Vai sobreviver.
O fato é que ela vai ter que recomeçar.
O que seria para se reinicializar em agosto (quando ele fosse embora),
tem que ser já. E ela está numa preguiça de dar pena.
Mas ta aí, um sentimento que ela não se permite nem aos outros dela sentir.
Ela mostra-se forte. Só. Não foi trabalhar.
Desde sábado mantém-se em casa.
Saiu para almoçar com os olhos rasos d’água.
Horizonte feito de lágrimas.
Sem perspectivas nem esperanças.
Ela era a pior companhia, mesmo estando 2 kg mais leve. Apatia.
Sentindo se mal, ficou enfurnada. Não viu o mar do prédio mais alto.
Nem a casa imaginária lá na Lapa. Pediu para não sonhar.
Pra voltar para trás. Um médico.
Ela achou que talvez a solução estivesse lá.
Tarja preta. Na sarjeta.
Na sua sala de estar. Ela abriu um vinho e veio ao chão.
Desabafar. Falou com ele, que era doce e se acabou.
Feito cristal suas lágrimas titilaram ao chão. Quebrou seu coração.
O fato é que solteira novamente ela vai ter que se divertir,
e tem tido uma preguiça impressionante. Intensa.
Ela vai ter que sair. Paquerar, coisa que ela não sabe fazer.
Desde que nasceu ela não escolhe as pessoas.
Chegam nela. Efeito múltipla-escolha.
Não quer. Parece cansada. Parece 80.
E depois, viu-se aos 28, divorciada e agora separada.
Sente cansada, desolada. E não parece querer continuar.
Mas vai trabalhar amanhã.
Estudar na quinta feira.
Ir ao cinema sozinha na sexta.
E no sábado talvez sair para devanear.
Domingo vai para Buenos Aires.
Viajar. Mas sem se apaixonar...
Porque vai se controlar.
Agora sim com muito medo...
E o medo é a alegria dos burros.
Saturday, March 15, 2008
Sozinha de Pijama.
Me dá uma preguiça começar tudo de novo...
[dia tristonho]
[bom mesmo só o conforto que os amigos tentaram me proporcionar]
[dia tristonho]
[bom mesmo só o conforto que os amigos tentaram me proporcionar]
Friday, March 14, 2008
Air.

E a frase “que seja eterno enquanto dure” não sai daqui de dentro.
Mesmo que seja só até esta noite, preferiria que fosse intenso.
Assim do meu jeito de quem não sabe viver as coisas pela metade.
Quero te levar para jantar num bistrô que conheci hoje no almoço.
Enquanto falava de você a elas,
observava os desenhos delicados na parede e o espelho antigo.
É a nossa cara.
Tenho que te levar nesse lugar, enquanto dure.
E em todos os outros que planejamos.
Na praia, num bate e volta.
Pra ver o mar do prédio mais alto que temos por aqui.
E o pó que dela sai.
Nossa casa imaginária.
Faz de conta que é na Lapa.
Vou até lá reservar um cheiro de mato.
Uma pequena Tereza para brincar no jardim.
Um cachorro grande de raça qualquer.
Pra impor respeito.
Rede na varanda.
Dias de sol.
Não se preocupe, vou encomendar aos nossos sonhos...
Um entardecer com chuva fina, fria.
Brisa e arrepios de leve.
Caminhar.
Vou te levar pra gastar desse nosso sentimento.
Sem culpa. Sem preservar.
Antes da sua viagem, precisamos viajar.
Cuba.
Cozinhar.
Fazer as estampas.
E uma foto para cada vestido meu.
Desenhos que viram situações.
Situações que viram desenhos.
Desejos a desejar. Podemos tudo até agosto chegar.
Situar bem as agulhas sem me pinicar.
Linhas que viram palavras.
Que viram frases bem colocadas.
Parágrafos inteiros de zelo.
Apelos.
Ela te pede pra ficar.
Só mais uns dias até agosto chegar.
Vem, vamos lá nosso bar.
A gente pode tudo.
Vivendo o todo.
Se usar.
Sem se apegar.
É mentira.
Até agosto.
Ao seu gosto.
Amor voar.
Tuesday, March 04, 2008
Só aceito se for Now!

Depois de dizer tudo o que lhe afligia.
De divagar sobre o tempo, sua falta dele, falhas.
Dos desejos incompreensíveis, dores, dinheiro, perspectivas...
Depois de passar horas delatando as pequenas impressões
que carregou durante um dia todo nebuloso, ele resolveu contribuir com
a falta de ar dela. Soltou-lhe uma frase fatídica como se fosse um balão de gás.
“Luiza, hoje você está muito apocalíptica”.
Colorida, ecoou.
Ela, delicadamente sorriu.
Usava preto, inclusive nos olhos prestes a borrar.
Tipo Apocalypse Now? questionou-o.
O filme de 79 (ano de nascimento dela),
realizado por Coppola?
Hein?
[agora ela ouve Beirut]
[ok,ok, foi ele quem apresentou a banda a ela]
Monday, March 03, 2008
E ela já não é mais uma menina...

Acordou bem no meio da manhã.
Depois do cinema na noite anterior
que a fez chorar copiosamente.
Hoje teria motivos,
mas gastou o estoque de lágrimas na poltrona,
de mãos dadas com ele, enquanto escutava a trilha estupenda de Juno.
Por assim dizer, era confortável chorar ali.
Escurinho.
E olha que boa música sempre alegrou os ouvidos dela, já os olhos...
Difícil agradar!
O que não me parece sensato!
Ela amava o desenho na tela e chorava...
Mais tarde, quando observava as janelas
debruçada noutra, alinhou-se.
Constatou idiotia.
Em sua vida e de todos outros.
Cada um com sua janela.
Cada qual com suas cores na sala.
Ora quentes.
Ora frias.
Muitos à meia luz de Fantástico.
Viu um garoto correndo pelo apartamento com seu cão enorme.
Um senhor sentado no escuro.
E uma mulher jantando sozinha.
Viu que já era março.
Que logo é agosto e ele vai mesmo embora.
Que mais uma vez gostava da música, mas a topografia...
Sabia que tinha se acostumado com a geometria.
Com a falta de horizonte.
De ar.
E nada parecia fazer parte dos seus sonhos de menina.
Thursday, February 28, 2008
10.Apegos

Na noite passada ele perguntou:
_Vai sofrer?
Respondeu que sim com os olhos denunciando a pré-angustia.
_Se quiser terminar para antecipar o sofrimento...
_Não. Mas eu não vou sofrer.
Afirmou como quem dissesse
para si mesmo em frente ao espelho.
_Como você sabe? perguntou ela trêmula de sono.
Silenciou.
Dava para ouvir o pernilongo que mora lá.
Passeava por entre eles.
_Não vou porque não quero.
Vou sentir saudade,
desejar um reencontro, mas não vou sofrer.
Ela não entendeu a projeção.
E por hoje só quer ir ao cinema...
Dez.apegos:
- Ele
- Família
- Trabalho
- 3 amigas (Dri, Adri e Má) para fazer companhia
- café com Edu e pós graduação com Ana
- Livros novos de arte (tato)
- Folha de São Paulo chegando-me ao amanhecer
- chocolates do criado mudo
- noite de chuva + DVD
- algodão para amortecer a queda e limpar a ferida
Sunday, February 24, 2008
É Domingo.
Saturday, February 23, 2008
Tempestade de Verão.

Esta semana ela teve vontade de viajar.
Queria colo.
Mas passava das onze quando este desejo a atingiu.
Chovia.
Se fosse, teria Rosa para alegrar os olhos.
Nona para contar-lhe histórias.
Mamãe para lhe fazer cafuné e comidinhas gostosas.
E seu pai com os mais sábios simples conselhos
e cervejas no cair da tarde.
Contar-lhes-ia como fora seu último tombo.
Sobre a dor sentida.
Compartilharia.
Assim como faz agora.
Sentiu?
Wednesday, February 20, 2008
É uma questão de renúncia.
Tuesday, February 19, 2008
Ela vai até os 90 só para ver no que vai dar!

Considerando que eu já vivi 1|3 da minha vida
e que ainda não tive filhos...
Não serei avó.
É fato.
Aliás, se paro a pensar sobre isso...
Me pânico!
Estou com quase 30.
São exatos 28.
E ainda não escrevi um livro.
Não comecei um mestrado.
Não sofri de amor de verdade.
[foi compaixão]
Não viajei pelo mundo.
Não pisei em Paris.
Não visitei outros planetas.
Nem os amigos no interior de suas casas aos fins de semana.
Não li todos os livros que gostaria,
mas tateei a maior parte deles nas livrarias.
Não alivia minha dor.
Não assisti a todos os filmes clássicos que considero importantes.
Nem experimentei os melhores sabores.
Chocolates ou sorvetes.
E vinhos!
Receitas.
Não tive muita coragem.
Tão pouco medo.
Não me joguei mais do que duas
ou três vezes em relacionamentos.
Amei perdidamente. Perdi.
Odiei instantaneamente, confesso.
Livrei-me de tudo.
De todos.
Me fechei a ponto de não mostrar-te
do que meu coração é capaz.
Pulsar.
Disfarcei.
Não fiz o tanto de exercício devido praticado.
Músculos.
Frágil.
Nem tomei todos os cafés que gostaria na
companhia das melhores histórias deles.
Não garanti emoção aos outros.
Não fui muito irresponsável.
Portanto, não tive filhos.
E mesmo que ainda os tiver, porque desejo,
é bem provável que não conhecerei meus netos.
E não vou me contentar com os cães.
Thursday, February 14, 2008
A saudade é física!
Sunday, February 10, 2008
Thursday, February 07, 2008
Tuesday, February 05, 2008
Cartola, Luiz Melodia,Chico e Caetano tocando na sala.

É terça de carnaval.
Foram ver Lachapelle pela manhã.
Uma certa ressaca está presente no corpo dela.
Mas não é bebida.
Nada de álcool em excesso.
A dor é outra.
É medo.
Pavor.
Amor.
Angústia.
Precaução.
É lágrima.
Choro afagado na camiseta dele mais legal.
Moderninha.
Caminham pela augusta em busca de cafeína.
Ele conta sua história mais recente.
Ela ouve atentamente e se pergunta,
onde foi que entrou.
Que porta utilizou.
Por onde deve seguir.
Saída de emergência, pra que lado fica?
Percebe com clareza tudo.
Tipo água.
Com gás.
Pesam as bolhas sobre ela.
Que só quer se proteger de futuros acidentes.
Seu coração já não agüenta mais.
Monday, February 04, 2008
Friday, February 01, 2008
Sunday, January 27, 2008
Pra ficar geladinho...
Thursday, January 24, 2008
Wednesday, January 23, 2008
É sua Comidinha Predileta.

E o dia começa assim:
Rosa vai batendo de quarto em quarto acordando o pessoal.
Vem na minha cama, me dá um beijo de
“bom dia tia, vamos na praia brincar?”.
Não antes do café.
Na mesa, tudo posto, todos postos.
A Nona reclama que não quer sair de casa,
que não gosta de praia, que não quer ver o mar.
Marina, a irmã mais velha,
insiste e a suborna com a idéia de
tomar sorvetes com os pés na areia.
Aceita. Ela não resiste ao doce sabor congelado no palito.
O cunhado único tenta controlar minha sobrinha.
Ela não deixa-se controlar.
_Quem é que manda nessa casa? pergunta meu pai.
_Eu! responde Rosa, neta dele de 4.
Vovó Edna implica com ela. Coitada...
Com Francisco que está calado,
com sono, mas com a prancha já debaixo do braço.
Comigo que estou pronta para correr dali.
Meu cunhado mantém-se tranqüilo, nada parece abalá-lo.
Nem sua pequena que só faz o que quer.
Puxou a mãe.
Concluo... Este está perdido!
Marina dá umas três ou quatro ordens para todos por minuto.
Ignoram.
Mamãe esquenta o leitinho.
Faz o tetê da Rosa que já está dentro da piscina gelada.
Não há sol.
Marina veste seu traje esporte para correr.
Quer que Luiza a acompanhe, mas não agora.
_Agora não?
_Não.
_Agora?
_Não. Agora.
Elas não entram em acordo quanto ao horário da partida.
Rita, a enfermeira da Nona só observa, sorrindo.
Depois, mais tarde, confessa-me baixinho na cozinha:
_Esta puxou à sua avó.
Rs.
Toda manhã é assim.
O Problema é que tem o restante do dia para se viver.
[saldo:]
Rosa e Nona tomaram 7 sorvetes na praia.
Marina correu por 40 minutos,
Francisco surfou por 2 horas
e Luiza percorreu seus 5 km diários.
Agora voltaram todos em volta da mesa
maravilhados com os bolinhos de arroz da Dona Vera.
Tuesday, January 22, 2008
Somos Amigos desde que Nasci.

Ele acabou de me contar no mar do dia em que eu engoli
um alfinete e do outro em que escondi um botão de pressão
debaixo da língua.
_Você deixava a mamãe desesperada!
_Chico, por acaso era você que me dava
estes pequenos objetos para serem deglutidos?
_Lógico que não Luiza! Eles estavam lá,
espalhados pela casa. Olha a onda! Abaixa!
Ele a levou para surfar.
Duvidou das remadas dela,
mas em poucos minutos rendeu-se.
E como era de se esperar, ela não
gostou de ter que esperar pelas ondas.
_Que coisa mais chata!
O convidou para correr dali e correr com ela.
Precisa de impacto!
Em 35 minutos resolve esta
questão do exercício matinal.
_Vamos?
Negou.
Não quis acompanhá-la e se não me engano,
quase sempre fora assim.
Ele sempre só fez o que quis com ela.
Ela quase sempre fazia tudo com ele porque queria.
Nunca houve equilíbrio.
Coisa de irmãos.
Hoje ele tem trinta. Ela vinte e oito.
E tudo continua como era antes.
Grandes amigos, desequilíbrio constante.
{talvez por isso acostumou às relações desequilibradas,
culpa e mérito dele. Agradeçam-no.}
[divertindo-se como se fosse criança,
o verão permite mesmo isso? AFF!]
[se não houvesse tamanha saudade
em seu peito, não voltaria tão cedo]
{vide: http://www.fotolog.com/ballsplace}
Monday, January 21, 2008
Ela desceu só a Serra do Mar.

E foi uma delícia.
No carro, a música sete se repetia. Ainda...
Segura, prestava atenção nas placas para não perder-se
depois de um final de semana incrível. Não queria.
Com ele, ela saiu.
Passeou, se divertiu, dormiu...
Fizeram planos.
Viajaram juntos sem sair dali.
Foram diversas vezes no Pão de Açúcar.
Lá é “lugar de gente feliz” que se abastece de coisas gostosas.
Chocolates para acompanhar a salada do jantar.
Tomaram chopp, vinho, chuva e nenhuma Neosaldina.
Atrasaram-se na maior parte das manhãs.
E até do Sorine ela esqueceu por duas noites seguidas.
Sorry!
Permitiu.
Seguiu só em direção ao mar.
Em busca do sol que não tinha.
Chovia.
E a estrada era toda branquinha. Feita de nuvens.
Dos sonhos que deixou para trás esta manhã.
Aventurou-se viver. Arriscou espaçar. Deixar escapar.
Sem pensar nas conseqüências, como faz as crianças.
Lembrou das férias de infância,
isso porque passara pelos mesmos caminhos.
Mesma estrada, mesma parada no Frango Assado.
Capaz de ouvir sua própria voz quando menina
que perguntava mais ou menos por ali:
_Está longe mamãe? deitada no porta mala da Caravan prata do papai.
Iam cheios de roupas, comidas, bicicletas, televisões e brinquedos.
Baldinhos, pás e rastelos para os pequenos construírem enormes castelos.
Como é que cabia tudo mais todos nós naquele carro?
Era mágico.
Era verão.
É a minha história.
[saldo do primeiro dia: um tênis sujo de lama depois de 5km e
a promessa de que amanhã vai surfar as 06h com Francisco, seu irmão do meio]
...s a u d a d e l e...
Friday, January 18, 2008
Lá vem a onda!

Fez a opção.
MANHÃ DE SEGUNDA FEIRA:
de novo ela foge para praia
dos problemas, dilemas, amores e afins.
Deixa em casa as flores adquiridas no
Pão de Açúcar, lençóis perfumado de confort,
travesseiros fofos bem utilizados
numa semana intensa de cama.
Precisa antes:
devolver "A Menina Santa" na locadora,
pagar as funcionárias,
viver bem no sábado e
no domingo sobreviver à angústia
de seguir só ao sol;
checar as contas nos bancos,
buscar o LAP no técnico,
fazer as malas e achar que
vai morrer de saudade.
Vale brincar de poesia?
Nosso castelo de areia foi feito bem na beira do mar...
MEU VESTIDO ESTAVA LÁ E VIROU REFERÊNCIA!!!
http://www.spfw.com.br/noticia_det.php?c=255
Thursday, January 17, 2008
Reciprocidade.
Monday, January 14, 2008
Rio e faço bico.
Thursday, January 10, 2008
Wednesday, January 09, 2008
Ela não queria arder...
Tuesday, January 08, 2008
+ Saudade de Arder.

Quero uma estória nossa.
Não quero ser evasiva.
Quero um início só meu.
Domingos na minha cama que dividiria com ele.
Divido meu sol. Meu edredom branco se preciso.
Os chocolates do criado mudo.
Quero dividir meu silêncio.
Meu suor e todos os travesseiros.
Quero passeios de mãos dadas.
Falar sobre os filmes que ele assistiu e eu não.
Contar-lhe dos livros que li.
Trocar.
Carinho no cabelo vermelho enquanto dirige meu carro.
Com ele eu teria coragem de viajar.
De vigiar nossos sonhos para que fosse um só.
De dizer as minhas verdades. Demonstrar as crenças.
Eu dançaria com ele.
Para ele. Na frente dele. Em cima da cama.
Faria drama só pra variar.
Causaria uma felicidade absurda.
Chamaria de meu amor.
Faria curativos. Carinho nas costas.
Cafuné.
Palavras doces no ouvido.
Passaria uma terça feira inteira na cama ao invés de trabalhar.
Contaria as pintinhas do meu joelho (envergonhada).
Meus segredos.
Meus traumas de infância.
As últimas descobertas.
Todas as dúvidas. Todas as certezas.
Sorriria logo de manhã. Com os olhos.
Com a boca, beijaria os lábios teus.
Faria cabaninha com o lençol para
garantir um escurinho a qualquer hora do dia.
Não perceberia o tempo passar.
Me deixaria levar. Cuidar.
Não almoçar.
Faria um estoque de vinho.
Tomaria chuva no verão.
E no inverno, chocolate quente.
Café.
Ela queimou-se com ele.
E agora vai sentir + saudade de arder.
*não aceitou convites para sair de casa.
Está de pomada e DVD
"Segunda -feira ao Sol"
de Fernando Leon de Aranda
pareceu-lhe apropriadíssimo...
Monday, January 07, 2008
Sunday, January 06, 2008
A saudade dele é de arder.

Chegamos à conclusão de que
ela está fadada a se queimar.
Desde pequena, sofrendo de ansiedade intensa,
acidentalmente derramou a fervente
sopa em sua perna direita.
A sopa da família esperava resfriar no canto
da pia daquela casa no centro.
Uma pia alta.
Ela que via o mundo de baixo, não imaginava
que se puxasse o cabo da panela a dor seria certa.
Não evitou, e com os olhos
sabidos que tinha, derramou.
Queimou, chorou e desesperou os familiares.
Passou praticamente três meses na cama,
isso aos três anos de idade.
Queimadura de terceiro grau.
Impaciente, só queria comer antes dos outros.
Não era fome, era pressa mesmo.
A pressa de viver que a acompanha até os dias de hoje.
O resultado desse doloroso fato foi a construção de
uma relação de amor e cuidados eternos
com seu já falecido tio Edival
Foi ele quem cuidou dela.
Todas as tarde, ainda se recorda...
Ele ia ao quarto, estourava-lhe as bolhas,
depois a mergulhava na banheira de plástico azul.
A água era gelada. Ela permanecia imóvel e imersa.
Era a melhor parte do dia. Era Alívio.
Sabe o que é sensação de alívio desde então.
Descobrira também a angústia.
Via isso nos olhos de sua mãe.
Lembra do som dos soluços no tom do choro dela contido.
De suas tias espiando de canto na porta.
Ninguém acompanhava os passos daquele tio médico gentil.
Assim, o tio Edival virou símbolo de coragem. Isso pra ela.
E confiança.
O tempo foi passando.
Luiza, todo verão mostrava ao tio a enorme mancha
da queimadura na perna direita sumindo com o crescimento.
Hoje restara apenas uma micro manchinha, ninguém nem a vê.
E ele com certeza, orgulha-se desse feito.
Ele orgulhava-se dela. Tratava-a como filha.
Pelo menos, assim ela sentia.
Com sua prima Bia, ela divertia,
comendo muita melancia nas tardes
quentes de verão que lá já fazia.
Quando tio Edival se aposentou
resolveu construir uma piscina.
_ É de última tecnologia.
Era ele quem dizia.
De fato, tinham poucas como
aquela nossa piscina no interior.
Chamou um carro pipa para enchê-la, Bia e Luiza.
E talvez esta tenha sido a tarde
mais gostosa da infância delas.
Ele também foi o primeiro a comprar um carro enorme por lá.
Besta. Usava para transportar o time de basquete do filho.
Era um cara legal. Gostavam dele o time todo.
E ele só gostava mesmo era de pescar.
Mantinha no freezer diversos pacus trazidos de suas viagens.
Será que aqueles peixes tinham nomes?
Nome não sei, mas tinham alma.
Era o xodó do tio aquele freezer.
Que tinha um só parceiro no tenis - Caiuby.
E era o dono das mais belas fotos da família.
É dele a melhor imagem do Francisco
(seu afilhado) vestido de cowboy.
E as do Enrico pequeno no parque.
Também com dom para poesia,
me desenhou anjos de consolo
antes de partir.
...
Luiza tinha doze quando o telefone
tocou numa tarde de casa vazia.
Ela escorou a tia que saiu às pressas e
recomendou que ficasse para receber sua prima.
Sigilo, secreto, segredo que grita mesmo
quando permanecemos em silêncio.
Jamais diria, não sabia.
Até assistir pela TV o acidente do tio no jornal.
A notícia era clara.
O guarda mostrava a identidade dele na tela.
Disfarçou para si em primeiro lugar.
Depois, aos outros que chegavam desesperados.
Ela conduzia todos ao sofá.
Fez apenas uma ligação. Para o seu pai.
Explicou.
Manteve-se.
Assim, sem derramar uma lágrima.
Como se não pudesse.
Foi chorar só depois de muitos dias.
Foi ouvir de sua tia palavras emocionadas
feitas de recortes daquele dia,
no seu aniversário de vinte e sete.
Hoje foi fazer café para uma amiga e
queimou-se com a água quente.
Doeu de amor recordar dele.
Teve vontade de chamá-lo.
Depois teve a impressão de que não precisava,
ele já estava.
Sorrindo como quem dissesse:
_É Luiza, você não aprende...
Esta sua pressa um dia te mata.
Vamos lá, água, gelo, pomada, você sabe bem o ritual.
A saudade dele é de arder.
Saturday, January 05, 2008
Seu Centro.

Ela ama o que faz.
Descobriu.
Era dia 4.
Estava no centro.
Dentro do carro.
Repetindo a música 7 do Beck.
[Faz 5 dias que só ouve a 7 e “tudo bem”]
Lembrou-se do fato de que A*
também tivera a fase de
ouvir apenas uma canção.
Era a canção deles.
Quer dizer, ela pegou a canção para ela.
Mas agora, pensando bem,
já nem se lembra de qual era.
Nem do ritmo.
[Descompasso]
Ela foi ao centro.
Comprar tecidos que escolhe
com a ponta dos dedos.
Apalpa-os. Sente a textura de todos.
Questiona o vendedor quanto ao preço.
Chora um desconto.
Acha que aquele lugar tem alma.
Pede para levar pequenas amostras.
Diverte-se com o comércio local.
Segue ao Raful almoçar.
Não dispensa a sobremesa.
E como sempre pensa...
“Este é o melhor ataif do planeta!”
Toma seu chá.
[Comprou também 2 caixas de chicletes árabes- sabor misk.
Não pode faltar]
Eles a conhecem há muito tempo.
Todos.
Sorriem e a chamam pelo sobrenome.
Dão lhe beijos no rosto meio desconsertados.
Desejam-lhe um ano maravilhoso.
Ela pensa em dinheiro...
Mas sabe que não é tudo.
Precisa de saúde e dinheiro.
E primeiro dinheiro para poder pagar o plano.
Faz planos e não divide-os com ninguém.
[a mãe tem achado ela meio abatida.
_Você não está sentindo nada Luiza?
Indaga sempre que a vê.
_Nada mãe. Não sinto nada. Só sinto muito. Vol.3 rs.
Só meus cabelos caindo. Mas se você reparar,
andam nascendo outros vermelhos no lugar.
_Falta de proteína minha filha, eu já falei.
_Eu sei. Eu sei.
Para ela, a outra ela sempre tem razão.]
Freqüenta a região
com seu pai desde pequena.
E se há uma boa lembrança da infância,
são os passeios feitos por ali.
De mãos dadas, apertadas e suadas.
Feitos de passos apressados sempre.
Indiferente.
Ela apenas cresceu.
Era dia 4.
Numa esquina da 25 com a rua Carlos Souza Nazaré.
Dentro do carro ela repetia alto a música 7
como tem feito há 5 dias.
Satisfação completa.
A MÚSICA 7 - NEW ROUND - BECK
http://br.youtube.com/watch?v=__WNeFobg-M
Thursday, January 03, 2008
Lá no interior resolveram que ela é bem resolvida.
[um amigo de lá telefona]
rs.
Não é truque nem piada.
Mas pode rir a vontade...
http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=252&mat=107714
[cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é]
rs.
Não é truque nem piada.
Mas pode rir a vontade...
http://www.bomdiasorocaba.com.br/index.asp?jbd=2&id=252&mat=107714
[cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é]
Tuesday, January 01, 2008
Reveillon no Mau.

[tipo incrível]
Ela se fez 30 metas para 2008.
1. Voltar a comer carne.
Sabe que as proteínas têm lhe feito uma falta danada.
2. Fazer os trabalhos da Pós com seriedade.
3. Não tomar várias doses de vodka, limão e gelo nunca mais.
4. Não atender telefonemas depois das duas da manhã
(exceto do Canella, Maíra, Adri e Ivan que são muito amigos
e podem sim precisar falar com ela em horários estranhos).
5. Continuar a correr e nadar porque além de lhe distrair faz bem,
ela pode comer mais, sem culpa e ainda dá-lhe um
cansaço físico necessário para conseguir dormir bem.
6. Se mesmo fazendo os exercícios, saindo,
trabalhando as 12 horas diárias,
não sentir-se cansada e pior, ansiosa;
vai procurar Ritalinas clandestinas ou não.
7. Visitar sua avó Júlia com mais freqüência e sua avó Edna,
continuar tudo como está, até que ela já não se lembre...
Nesse dia compromete-se a segurar
as mãos dela e suas lágrimas calar.
8. Ser mais eficaz no trabalho, desenvolvendo peças novas,
terceirizando parte da produção,
gerindo as pessoas com profissionalismo,
fazendo a contabilidade da empresa dia-dia,
fotografando, inventando moda, contatos,
respondendo as centenas de e.mails dos clientes,
delegando funções,
abraçando novas responsabilidades na confecção,
comprando tecidos maravilhosos
(algodão e linho são os preferidos dela),
botões coloridos, ajudando seus pais a
pensar nas melhores estratégias
(bolamos várias no decorrer de cada ano) e
executar tudo sorrindo sempre. AFF!
9. Parar de dizer AFF! E de falar tudinho no diminutivo.
E continuar sem pronunciar palavrões.
10. Não aturar gente de coração leviano,
mas ser educada com elas sempre.
11. Ser ainda mais responsável com suas palavras.
Bem colocadas, dificilmente machucam alguém.
12. Deseja que alguém lhe tire do sério.
Apaixonar e perder-se. Pode?
Assista "Um Amor Jovem" e
saberá a o que ela está se referindo.
13. Estar mais próximo de seus irmãos.
Eles são ótimas companhias para ela,
portanto é bom visitá-los.
14. Não perder nenhuma apresentação
“importante” da sua sobrinha na escola.
15. Recomeçar a jogar tênis e lá por meados
de julho marcar um duelo com seu pai.
E se necessário for, deixá-lo ganhar.
16. Dar continuidade a relação de cumplicidade
que matem com sua mãe.
Às vezes falam com os olhos e em outras tantas ocasiões,
não adianta dizer que está tudo bem ao telefone.
Elas se desmascaram pelo tom da voz.
17. Manter a Lili informada sobre os últimos
acontecimentos de sua vida,
afinal além de sua melhor amiga,
ela é psicóloga e está sempre pronta a lhe escutar.
18. Sair dançar diversas vezes com o
casal mais soteropolitano que conhece.
Ah, e com os amigos da Pós também.
Ela gosta de se animar com eles.
19. Jantar ao menos uma vez por semana
a salada de figo no balcão daquele bar,
ouvindo do Mau as melhores histórias.
20. Ir a todas as exposições que lhe interessar.
21. Passar protetor solar todos os dias.
22. Viajar por uma semana.
23. Buscar a Dri no aeroporto e levar a Adri.
Depois buscar a Adri.
24. Visitar seus tios e primos.
Tomar alguns cafés com eles. Conversar.
Trocar experiências. Deixar-se cuidar e envolver.
25. Desenhar mais.
26. Ler mais.
27. Fotografar mais e ir ainda mais ao cinema.
28. Comer menos mini doces,
porque vários mini doces juntos é igual a um doce gigante.
29. Substituir as reuniões do Clube da Fofura
por um trabalho social e pretensiosamente que
seus amigos que lá se reuniam às terças
estejam também envolvidos.
30. Que sua compaixão e respeito pelo próximo só aumentem.
Sunday, December 30, 2007
Ela carrega um cabide no braço direito.
Thursday, December 27, 2007
Silêncio! O filme já vai começar!

Luiza voltou a nadar hoje.
Foram 2000 metros de metas para 2008.
[vai listar aqui cada uma delas, mas não hoje]
Cansaço físico.
Descanso merecido.
Ela dignou-se quando já passava das 22h a:
2 filmes alugados para uma única - SSSCSP -
Super Sessão Solo de Cinema Sem Pipoca.
“Amantes Constantes” de Philippe Garrel e
“Família Rodante” de Pablo Trapero
Desligar o celular.
1 copo de suco de laranja para consumir durante, mas
antes bem derramado na toalha limpa que ela colocou
sobre a mesa para o jantar rápido de
1 Salada Single inflável
3 fatias de queijo branco
1\2 ciabata do Anquier
Tudo isso e nada mais.
Tinha tudo de que desejava...
Pensamento do dia:
Desde que ganhei o Ipod,
minha vida virou um clip.
Hoje fez-se um trailer,
só pra variar.
Wednesday, December 26, 2007
Luzes.

Na estrada de volta para casa
ela enxergou a Lua.
Estava incrível.
Alcançou a máquina na mochila.
Fotografou.
Borrou.
Os olhos lacrimejaram.
Conteve-se.
Não ligou para ninguém para dizer
que ela era a mais bela já vista.
Pensou não haver cabimento.
Parece papo de bicho grilo!
Irritou-se.
Luiza tem olhado muito para o céu
e perdido o foco.
Seu Fígado foi embora antes da festa acabar.

Foi numa manhã de pouca tranquilidade
que ela ouviu do Seu Fígado:
_Não quero mais pertencer a você.
Você não tem sido boa suficiente comigo.
Não tem me tratado adequadamente.
Ela escutou atentamente às reclamações dele.
Sabe da dificuldade que é trocar,
equilibrar, se envolver sem doer.
Tem horror de errar nas relações de afeto.
Pediu perdão.
Mandou uma mensagem no celular:
“Desculpe-me se não tenho sido delicada contigo.
Feliz Natal”
De nada adiantou.
Seu Fígado estava decidido a terminar
a relação de 28 anos entre eles.
Mesmo em tempos de festas...
Luiza está sem beber.
Faz três dias.
Sente-se diferente por dentro.
Azia.
Sente-se bem.
Mas acha que vai passar.
Logo Seu Fígado vai querer voltar.
E eles serão felizes para sempre?!
[Ela não tem acreditado nas
histórias de amor com happy end]
[Mas conta contos infantis com final feliz
para sua sobrinha dormir]
Tuesday, December 25, 2007
Rosa, Dona Edna e o Seu Alzheimer.

Vovó acredita de novo no Papai Noel e
perguntou-me surpresa:
_Como é que ele foi lembrar-se de mim Lu?
_Ah Nona, ele se lembra de todos esta noite.
Ganhou de uma das tias uma caixa delicada
e recheada de pequenos sabonetes.
Comeu um.
Caminhou até o quarto de minha mãe indignada.
_Vera, aquele chocolate que aquela moça me deu
é um horror. Tem um gosto horrível.
Está tudo bem.
Como com crianças,
não podemos tirar os olhos dela.
Esqueceu os presentes no sofá
e foi dormir cedo.
Gosta mesmo é de sua própria cama.
Nada a deixa mais feliz.
Ah, talvez chocolates de verdade!
...
Rosa ganhou do Papai Noel de São Paulo
um carrinho de controle remoto que veio com defeito.
Agora o Papai Noel vai ter que trocar.
_E ele faz este tipo de serviço tia?
_Oh, Oh, Oh. Vai ter que fazer.
Saturday, December 22, 2007
Tá na moda!

Todos eles reclamam
que ela trabalha demais.
Ball´s Place
São Paulo:
rua mourato coelho, 451 - Pinheiros -
fone: (11)3814.4960
rua augusta, 2690 - Jardins
Galeria Ouro Fino
2º PISO fone: (11)3082.3821
Sorocaba: rua da Penha, 1126
ARP ALAMEDAS fone: (15)32343821
PARA SABER + DO CURSO LIVRE
E PRÁTICO DE MODA:(15)3234.3821
AFF! é a minha agência de figurino
http://www.fotolog.com/ballsplace
Friday, December 21, 2007
Coração fechado pra balanço.

[trabalhando muito]
[divertindo-se muito]
[dona de uma felicidade absurda]
[sente-se até culpada]
[desculpa]
[(foto by famoso desconhecido)]
- tomou um café com Canella e comprou para ele o livro do Tim.
- tomou um chá com Ivan e com ele sorriu mais de dez vezes.
- almoçou com Theo e ganhou dele 2 cds com suas músicas prediletas.
- arrumou um paquera novo na madrugada de ontem, um amigo antigo.
- teve pela primeira vez um mini diálogo no elevador
com um paquera antigo, talvez um amigo novo.
- está com vontade de presentear o mundo.
- comprou calcinhas novas.
- um DVD para Marina, sua irmã mais velha.
- vai jantar com Fabi.
- sair para dançar com os amigos da Pós.
- vai dar a Adri o tão esperado vestido roxo.
Sim, ela se contenta com pouco.
Subscribe to:
Posts (Atom)






















