Algumas vezes fico tão angustiada
que me perco chorando no caminho de volta para casa.
E a razão para todo rebuliço
que me embrulha o estômago
deixa de ser clara.
Passa a ser quase tudo o que me rodeia.
Inclusive você.
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Wednesday, August 05, 2009
Saturday, August 01, 2009
Quantos são os que não amam?

Ontem saí com um amigo que não acredita no amor.
Basicamente fico tentando fazer com que ele mude de opinião.
Sou uma romântica convicta enquanto ele posa de solteiro convicto.
Mas nisso, eu é que não acredito.
Finjo.
Ontem pela primeira vez, passava das duas da manhã,
me peguei inconformada
com o fato dele viver assim. Sem expectativas.
Era quase uma mágoa criada.
Porque da maneira como ele trata seu coração e o dos outros,
coloca em dúvida tudo aquilo que julgo ser o mais prazeroso em viver.
_Estaríamos enganados?
Bom, sem amar não vivo.
Sem amor não sinto.
Tive dois, ou três desde os desesseis.
Quando um acabava outro comecava. Seguidamente.
Quando se esgotava eu sofria.
Quase morria.
Mas sobrevivia. Só.
Para amar outra vez.
E me entregava.
Com uma pressa calma.
Me deliciava.
Permitia.
Guiar, levar para qualquer lugar.
Me arrastava. Cuidava.
E amava, amava, amava.
-O amor é como um doce. O melhor.
Desses que a gente come bem devagarinho.
Cujo sabor permanece na boca por um longo período.
E você pode repetir sempre que quiser!
Prolongando-o até enjoar.
_Ah é éééé!?! Deus me livre!
Wednesday, July 22, 2009
resultado
Elaborou mentalmente
e aleatóriamente umas questões para ele.
Onde a única regra do jogo era
“Ela faz as regras”.
E decide quando se acerta ou erra.
Vamos lá?!
Escolha!
Homem ou mulher?
Saudade ou preguiça?
Um bom livro ou um bom filme?
Um bom dia ou uma boa noite?
Para hoje, aventura ou monotonia?
Rotina ou roooooootina?
Um grande amor ou uma bela trepada?
Um grande amor com muitas belas trepadas ou sucesso na carreira?
Sucesso na carreira ou família?
Filhos ou filha(o)?
Seus amigos ou meus amigos?
Sua família e minha família ou só nós dois?
Penne ou bolinho de arroz?
Café da manhã em casa ou na padaria?
MAM ou Estação Pinacoteca?
Praia, areia e vendedores de tudo ou o conforto do nosso lar?
Cinema da augusta ou da consolação?
La tartine ou Belfiorinho?
Festa de casamento ou reunião no bar com amigos recém divorciados?
Agora aos 30 ou quando tinha 20 anos?
Erudita ou rock?
Bolo de fubá ou mexirica?
Uma tarde na cama ou na livraria?
Cerveja ou vinho?
Cuidado ou excessos?
Cabelos longos ou raspados?
Salto alto ou tenis?
TPM ou mal humor sem motivo hormonal?
Sorriso logo cedo ou no final do dia?
Doce ou salgado?
Câncer ou AIDS?
Bicicleta ou patins?
Sol ou chuva?
Sushi ou por favor, qualquer outra coisa?!!
Meu desenho ou sua música?
Sexo de manhã, de tarde ou de noite?
Sexo de manhã, tarde e noite ou préviamente agendado?
Calada pensando ou soltando palavras amenas sem pensar?
Amêndoas em cima da salada ou do sorvete?
Café ou chá?
Coca-cola?
Água com ou sem gás?
Prefere dormir na direita ou na esquerda?
Teatro ou vida real?
Rápido ou bem devagar?
Tranqüila ou normal?
Cachorro ou gato?
Vamos dormir agora ou daqui a pouco?
Desliga a tv? Sim?
Parabéns, você acertou quase todas...
e aleatóriamente umas questões para ele.
Onde a única regra do jogo era
“Ela faz as regras”.
E decide quando se acerta ou erra.
Vamos lá?!
Escolha!
Homem ou mulher?
Saudade ou preguiça?
Um bom livro ou um bom filme?
Um bom dia ou uma boa noite?
Para hoje, aventura ou monotonia?
Rotina ou roooooootina?
Um grande amor ou uma bela trepada?
Um grande amor com muitas belas trepadas ou sucesso na carreira?
Sucesso na carreira ou família?
Filhos ou filha(o)?
Seus amigos ou meus amigos?
Sua família e minha família ou só nós dois?
Penne ou bolinho de arroz?
Café da manhã em casa ou na padaria?
MAM ou Estação Pinacoteca?
Praia, areia e vendedores de tudo ou o conforto do nosso lar?
Cinema da augusta ou da consolação?
La tartine ou Belfiorinho?
Festa de casamento ou reunião no bar com amigos recém divorciados?
Agora aos 30 ou quando tinha 20 anos?
Erudita ou rock?
Bolo de fubá ou mexirica?
Uma tarde na cama ou na livraria?
Cerveja ou vinho?
Cuidado ou excessos?
Cabelos longos ou raspados?
Salto alto ou tenis?
TPM ou mal humor sem motivo hormonal?
Sorriso logo cedo ou no final do dia?
Doce ou salgado?
Câncer ou AIDS?
Bicicleta ou patins?
Sol ou chuva?
Sushi ou por favor, qualquer outra coisa?!!
Meu desenho ou sua música?
Sexo de manhã, de tarde ou de noite?
Sexo de manhã, tarde e noite ou préviamente agendado?
Calada pensando ou soltando palavras amenas sem pensar?
Amêndoas em cima da salada ou do sorvete?
Café ou chá?
Coca-cola?
Água com ou sem gás?
Prefere dormir na direita ou na esquerda?
Teatro ou vida real?
Rápido ou bem devagar?
Tranqüila ou normal?
Cachorro ou gato?
Vamos dormir agora ou daqui a pouco?
Desliga a tv? Sim?
Parabéns, você acertou quase todas...
Wednesday, June 17, 2009
Saturday, June 13, 2009
Missão Cumprida.
Todas as manhãs, levanta bem cedo para correr.
Repete esta prática há pelo menos dois anos.
Faça frio ou faça sol, ela calça o tênis e sai rua afora.
De Ipod no ouvido para distrair.
Dando socos no ar.
É quase uma coreografia desajeitada.
Quando passa em frente aos guardas de esquina, disfarça.
Mas em seguida, relaxa e solta seus socos em todas as direções.
No alto, embaixo, em cima, de um lado, do outro.
É uma luta!
Ela luta sozinha nas ruas às seis da manhã.
Sim, sei que pode parecer loucura...
Mas não é! É apenas estranho.
Para quem a vê de longe.
Não à aqueles que a conhecem. Bem...
Nesta manhã de sábado ocorreu na cabeça dela uma dúvida.
Perturbadora que a acompanhou nos primeiros vinte minutos de suor.
Quem recebe estes socos teus?
Houve um tempo que ela sabia que todos aqueles
movimentos certeiros eram focados em seu próprio peito.
Numa tentativa de tirar de lá uma dor, um amor.
Mas e agora?
Contra o que estás lutando?
Encontra-se feliz. De novo amando, profundamente.
Não deveria então permanecer em sua cama quente,
em seus braços, entrelaçadas as pernas nas dele?
O que te move sair de casa às seis da manhã nesse frio do cão?
Se ao menos tivesse um cachorro para levar passear e fazer companhia...
Nesta manhã ocorreu nela esta dúvida perturbadora.
Seguida de uma longa resposta balbuciada
na praça enquanto dava voltas em si mesma.
Estou correndo do azar.
Dando socos nas lembranças que eu não deveria lembrar.
Lutando contra a preguiça. Meu dia-dia.
Contra a rotina. Meu cansaço.
O mau humor que em mim é nato.
Estou em guerra com a ansiedade. A normalidade.
E com a balança, quase sempre.
Estou socando aqui meus erros.
Afastando tudo aquilo que me incomoda
e buscando melhorar.
Estou matando um tempo só meu.
Aos socos e pontapés.
Respirando o primeiro ar do dia.
Desviando dos carros, buracos e pedras.
Estou atenta às seis da manhã.
Lutando simplesmente.
Assim faço todos os dias.
Porque a vida me ensinou que sem esforços
não chego a nenhum lugar.
Não nasci vencida.
Mas fizeram-me cheia de disposição.
É por isso que eu corro.
As sete e vinte ela já estava de volta em casa.
Saída do banho, preparava um café para dois.
Arrumada, maquiada e penteada para mais um dia.
Parecia meio igual aos outros.
Repete esta prática há pelo menos dois anos.
Faça frio ou faça sol, ela calça o tênis e sai rua afora.
De Ipod no ouvido para distrair.
Dando socos no ar.
É quase uma coreografia desajeitada.
Quando passa em frente aos guardas de esquina, disfarça.
Mas em seguida, relaxa e solta seus socos em todas as direções.
No alto, embaixo, em cima, de um lado, do outro.
É uma luta!
Ela luta sozinha nas ruas às seis da manhã.
Sim, sei que pode parecer loucura...
Mas não é! É apenas estranho.
Para quem a vê de longe.
Não à aqueles que a conhecem. Bem...
Nesta manhã de sábado ocorreu na cabeça dela uma dúvida.
Perturbadora que a acompanhou nos primeiros vinte minutos de suor.
Quem recebe estes socos teus?
Houve um tempo que ela sabia que todos aqueles
movimentos certeiros eram focados em seu próprio peito.
Numa tentativa de tirar de lá uma dor, um amor.
Mas e agora?
Contra o que estás lutando?
Encontra-se feliz. De novo amando, profundamente.
Não deveria então permanecer em sua cama quente,
em seus braços, entrelaçadas as pernas nas dele?
O que te move sair de casa às seis da manhã nesse frio do cão?
Se ao menos tivesse um cachorro para levar passear e fazer companhia...
Nesta manhã ocorreu nela esta dúvida perturbadora.
Seguida de uma longa resposta balbuciada
na praça enquanto dava voltas em si mesma.
Estou correndo do azar.
Dando socos nas lembranças que eu não deveria lembrar.
Lutando contra a preguiça. Meu dia-dia.
Contra a rotina. Meu cansaço.
O mau humor que em mim é nato.
Estou em guerra com a ansiedade. A normalidade.
E com a balança, quase sempre.
Estou socando aqui meus erros.
Afastando tudo aquilo que me incomoda
e buscando melhorar.
Estou matando um tempo só meu.
Aos socos e pontapés.
Respirando o primeiro ar do dia.
Desviando dos carros, buracos e pedras.
Estou atenta às seis da manhã.
Lutando simplesmente.
Assim faço todos os dias.
Porque a vida me ensinou que sem esforços
não chego a nenhum lugar.
Não nasci vencida.
Mas fizeram-me cheia de disposição.
É por isso que eu corro.
As sete e vinte ela já estava de volta em casa.
Saída do banho, preparava um café para dois.
Arrumada, maquiada e penteada para mais um dia.
Parecia meio igual aos outros.
Wednesday, June 10, 2009
Monday, May 25, 2009
Curta!

Passamos o domingo juntas.
Fazendo um filme.
Caetano, Vovó e eu.
Ela contou-me repetidamente de sua
infância e adolescência.
Falou muito sobre sua casa na capital,
do tempo em que a Tia Mariana cuidava dela.
Na rua Teodoro Sampaio e eu acho esta coincidência doce.
Hoje sou eu quem reside em Pinheiros.
"São Paulo é transitório minha filha. Cansa!"
Vovó me deu tristes relatos de solidão.
"Eu sou viúva!"
De ausência.
De tempo.
Muito tempo.
E a falta dele para com o restante
daqueles que habitam seu mundo.
Seus filhos e netos.
"Às vezes eles vem me visitar."
Mostrou-me suas roupas, seus brincos e broches.
Uma bolsa vazia.
Mostrou-me fotos que enfeitam a sala de estar
onde ela nunca mais havia sentado para bater um papo.
"A foto serve para relembrar..."
Sua casa, seu quarto, um banheiro.
Apresentou-me tudo, como se eu já não conhecesse e
da forma que ela percebeu o ambiente naquele exato instante.
Porque no minuto seguinte tudo pode mudar.
Assim é o Alzheimer com ela.
Faz tudo transformar, recodificar, reorganizar.
E de repente aquela casa não está ali,
a filha dela não é aquela e Luiza não sou eu.
"Não... Você não é a Luiza.
É parecida com ela, mas não é ela!"
E por aí vai a confusão.
Ou melhor, a fusão de todas as histórias que vovó já viveu.
Seu filho vira seu irmão, o genro vira primo,
seu pai passa a ser marido e sua mãe Lydia,
por incrível que pareça, está aqui entre nós.
_Viva vó?
_Vivinha da silva! Graças à Deus!
E quem sou eu para explicar-lhe as verdades dessa vida.
Nossa conversa durou mais de três horas.
Seguidas.
Gravadas em fitas.
Imutáveis.
Amáveis.
Publicáveis.
E nossas.
Necessárias.
No caminho de volta para casa
percebi com tristeza que com a doença
as pessoas deixaram de conversar com a Dona Edna.
De fato, nossos diálogos não chegam a nenhum lugar.
Comum só o amor.
Se isso lhe basta...
Sunday, April 26, 2009
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