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Thursday, September 17, 2009

CASA NOVA!

















Este é meu último post por aqui.
E posso dizer que já sinto falta desse lugar.
Está certo que estou indo para uma residência própria,
num endereço só meu, que tem meu nome e minha cara.
Mesmo assim, deixar de colocar palavras
aqui faz em mim saudade imediata.
Estranho porque há tempos venho querendo me mudar.
Andei pesquisando outros lugares, outras cores, identidade.
Mas agora que minha casa lá está toda pronta,
do jeitinho que eu queria, parece-me impossível abandonar isso tudo.
O ambiente e todas essas histórias.
É a minha vida descrita, inventada e reinventada.
Dia-dia. São meus amores, minhas dores e alegrias.
Minhas crenças. Poesia.

Estou fechando esta porta daqui,
indo para uma casa maior, mais confortável.
Mas tenho meu coração apertado.
Assim é a vida...
Ao menos esta minha dor no peito
fez lembrar do dia em que papai decidiu que sairia
do ponto comercial que herdou de meu avô.
Na rua da Penha, 534.
Onde vivemos quando crianças.
Onde antes de ser a loja de roupas, ele vendia bolsas.
Onde nasci. Cresci. E mostrava-me mal humorada,
sentada na escada, perto da hora de todos os almoços.
Até quase os quinze anos.
Quando e onde fomos felizes.
Tristes também, eu sei.
Mesmo assim foi um parto deixar aquele espaço.
As paredes sujas de nós.
O corredor onde havia nossas medidas.

Marina – 1.18m
Francisco – 1.05m
Luiza - 0.83m


Numa época em que parecíamos inseparáveis.
Mas assim é a vida...
Difícil e perdoável.
Papai e eu sofremos para deixar nossas memórias.
Passadas a limpo então... Doem demais.
Para tanto, aprendi desde cedo
que se cavarmos um buraco profundo e
jogarmos as memórias lá dentro, da-se assim um jeito.
O nosso jeito! Com terra e adubo.
E quando perto da superfície, se jogarmos sementes novas,
de flores e cores jamais vistas. A casa fica bonita!
Regando e cuidando sem pressa.
Esperando pacientemente a hora da colheita chegar.
Tudo da certo. Por isso,
anotem meu novo endereço
www.luizapannunzio.com
É para lá que levo meu coração apertado.
Onde há espaço de sobra e milhares de
páginas imaginárias em branco,
para preencher, pintar, recortar e desenhar.
Onde plantei uma árvore imensa com raízes bem forte.
Para que a dor da separação demore a chegar.
Outra vez.
Espero a visita de todos vocês.

um beijo
Lu Pannunzio

Thursday, September 10, 2009

Tuesday, August 25, 2009

Saturday, August 01, 2009

Quantos são os que não amam?

















Ontem saí com um amigo que não acredita no amor.
Basicamente fico tentando fazer com que ele mude de opinião.
Sou uma romântica convicta enquanto ele posa de solteiro convicto.
Mas nisso, eu é que não acredito.
Finjo.
Ontem pela primeira vez, passava das duas da manhã,
me peguei inconformada
com o fato dele viver assim. Sem expectativas.
Era quase uma mágoa criada.
Porque da maneira como ele trata seu coração e o dos outros,
coloca em dúvida tudo aquilo que julgo ser o mais prazeroso em viver.

_Estaríamos enganados?

Bom, sem amar não vivo.
Sem amor não sinto.
Tive dois, ou três desde os desesseis.
Quando um acabava outro comecava. Seguidamente.
Quando se esgotava eu sofria.
Quase morria.
Mas sobrevivia. Só.
Para amar outra vez.
E me entregava.
Com uma pressa calma.
Me deliciava.
Permitia.
Guiar, levar para qualquer lugar.
Me arrastava. Cuidava.
E amava, amava, amava.

-O amor é como um doce. O melhor.
Desses que a gente come bem devagarinho.
Cujo sabor permanece na boca por um longo período.
E você pode repetir sempre que quiser!
Prolongando-o até enjoar.
_Ah é éééé!?! Deus me livre!

Tuesday, July 14, 2009

Pensou nos primeiros 4 minutos do dia:

Daqui a pouco é agosto.
Gosto do frio quando está calor
e do calor quando está frio.
Nunca estou satisfeita!
Sexo de manhã me da preguiça de sair da cama.
Mas tudo bem porque cada dia é mais difícil de sair da cama.
Se fosse possível, hoje não saía da cama.
Ser adulto é chato.
É isso. Sair da cama cedo.
Não entendo como os adultos
conseguem ser adultos há tanto tempo.
E minha mãe que é adulta já há pelo menos 30 anos.
Coitada. Como ela aguenta?!
Acho que a solução é mesmo ter uns filhos.
Mas pensa, onde estariam agora?
Se Deus existir, bem bonzinho e me achar merecedora,
dará além de filhos, netos pra mim.
Tudo em seu tempo e em seu devido lugar.
Hoje vou caminhando. Definitivamente não gosto de dirigir.
Nem de me arrumar para casamentos.
Não me lembro do nome daquele
seu amigo que se casa no sábado.
Merda! Preciso lembrar do nome!
Preciso lembrar do nome!
Senão, de novo vou chegar na Cleusa Presentes
como fiz ontem e não saberei a que lista pertencemos.
Apesar de que, todas as listas devem ser meio iguais.
Milhares de pessoas se casam neste sábado.
É... Legal as pessoas casarem.
[um meio sorriso]
Ontem você teve uma espécie de ciúme.
É eu vi! Percebi! Tudo bem vá...
A noite vou fazer funcionar a nova máquina
de lavar que ocupa junto da velha toda nossa lavanderia.
Se é que posso chamar aquilo de lavanderia!
Vou colocar a máquina velha na sala.
Tipo decoração. É, uma solução.
É... Não vejo a hora de mudar.
Apesar disso nunca ter passado pela minha cabeça!
Parece perfeito.
Olha, estou bem humorada!
Obrigada, a culpa é sua!
Estou atrasada.
Merda!
Ainda tenho que passar na Cleusa,
me perder nas listas e comprar algo
com a cara de alguém que não conheço.
Queria mesmo é comprar uma bicicleta
e consequentemente um capacete.
Preciso ir ao médico,
mas vou tentando me consertar sozinha.
É meu jeito.
Xiii, está sangrando meu nariz.
Igual ontem. E amanhã, provavelmente.
Gostaria de respirar.
Mais e melhor.
Não é nada demais né?!
Só fazer o ar entrar.
E sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.
Ar entrar, ar sair.

Sunday, May 03, 2009

Molestada.

Ficou meses sem você.
Dias sem comer.
Horas esperando só passar.
Para te ver em palavras.
Descritas de ilusão.
Passadas a limpo pelo tempo.